O carioca João Carlos tem 32 anos e é o típico caso do filho temporão que continuou sendo tratado como um bebezão pela família, mesmo adulto. Único filho homem, a maior dificuldade no convívio com pais e irmãs é sua orientação sexual, que revelou depois de ter passado por um grande conflito interno aos 17 anos. A família acreditava que isso passaria e que ele iria se “curar”, pressão que fez com que a convivência familiar ficasse cada vez mais difícil.


Foto: Divulgação/ A&E

Nesse contexto, sua fuga foi a cocaína, e de bom filho trabalhador, passou a ser mentiroso e manipulador. Por volta dos 20 anos, João Carlos se apaixonou por um rapaz que, para tirá-lo do conflito familiar, alugou uma casa para eles viverem em Campo Grande. João se mudou, mas levou sua mãe, D. Zélia, junto. Apesar de um relacionamento sério, ele não conseguiu se livrar do vício, e chegou ao ponto de vender utensílios domésticos para poder mantê-lo.

Agressivo, João começou a assustar a mãe e o parceiro, que já não tinha mais forças para ajudá-lo e estava pensando em se separar. Para tentar por um fim a essa situação, o episódio inédito de Intervenção, no dia 22 de agosto, quarta, às 23h, convocou o Dr. Marcelo Piquet para propor ao filho de D. Zélia um tratamento para afastá-lo da droga e reaproximá-lo das pessoas por quem é muito querido. João foi encaminhado para a clínica Nossa Senhora Aparecida / Daytop, na cidade do Rio de Janeiro.