No Atlântico Norte está o arquipélago conhecido como Ilhas Faroé, um território dinamarquês formado por dezoito ilhas habitadas e dotadas de beleza natural em suas praias e colinas. Entretanto, uma prática ancestral que tinge o mar com sangue é também uma característica do lugar: todos os anos, no verão, acontece a matança de centenas de baleias-piloto como parte dos costumes que remontam às origens vickings e à tradição pesqueira.

A partir deste sábado, 18 de agosto, às 19h, os telespectadores do Animal Planet poderão acompanhar DEFENSORES DE BALEIAS – ILHAS FAROÉ, temporada que documenta a tentativa, empreendida por Paul Watson e seus companheiros da Sea Sheperd, de antever e evitar o início de mais uma temporada de caça às baleias-piloto no arquipélago.

Os episódios levados ao ar semanalmente mostram que, dessa vez, a ofensiva dos conservacionistas vai além da atuação nos mares. Para descobrirem quando começa a matança, eles precisarão de novos equipamentos que possibilitam a ação no mar, em terra e também nos ares – um ultraleve e dispositivos móveis que impedem as baleias de se aproximarem da zona de perigo na costa estão entre as novidades do arsenal. O barco principal, Steve Irwin, também estará em ação e será capitaneado pelo próprio Watson, enquanto a embarcação Brigitte Bardot ficará sob a liderança de Fraser Hall.

Será necessário interagir com os habitantes locais em missões secretas, nas quais a presença de Paul Watson jamais poderá ser descoberta, já que ele é visto como inimigo desde sua primeira incursão contra a caça às baleias-piloto no arquipélago, em 1986.

O abate dos mamíferos ocorre anualmente, em mais de vinte praias espalhadas pelas dezoito principais ilhas do arquipélago. A prática é legalizada porque a espécie não está em perigo de extinção e a carne é um alimento tradicional para a população.

Trata-se, portanto de um enfrentamento ideológico direto entre os habitantes locais e os defensores de baleias – estes em desvantagem numérica, por isso a estratégia de infiltração para previsão do momento exato para início da caça. Sobre isso, Paul Watson comenta: “A justiça está acima da lei. Não existe lei que, aprovada pelos moradores das Ilhas Faroé, justifique tamanha carnificina. Somos um lembrete de que o mundo sabe o que eles estão fazendo”.

Paul Watson não é um problema para nós. Estamos acostumados a matar animais gigantescos”, rebate Marnar Andreasen, responsável pela organização do abate e, por isso, um seguidor dos passos da Sea Shepard. "O problema é que eles nunca ouvem a nossa versão", finaliza.