Refugiados africanos, a maioria do Sudão, Etiópia e Eritrea, enfrentam uma perigosa jornada cruzando a travessia egípcia da Península do Sinai procurando uma vida melhor em Israel. Mas como relatado no premiado documentário CNN Freedom Project DEATH IN THE DESERT, a realidade que espera esses migrantes é geralmente dominada por escravidão, estupro, prisão e tortura.

Há mais de um ano, o correspondente da CNN, Fred Pleitgen, descobriu evidências que muitos desses refugiados tentando chegar em Israel caíram nas mãos de traficantes de humanos no Sinai. Esses traficantes torturaram os refugiados e até removeram alguns de seus órgãos para vender no mercado negro, levando vários a morte.

Em A STAND IN THE SINAI: A CNN FREEDOM PROJECT DOCUMENTARY, Pleitgen volta ao Sinai para ver a situação atual dos refugiados africanos. Ele fala com os líderes de uma tribo beduína que dizem estar trabalhando no combate ao tráfico humano na região mesmo oferecendo habitação segura para esses refugiados.

O sheik beduíno Mohammed Abu Billal explica para Pleitgen que geralmente eles aparecem com “sinais de tortura e estupro, vestido em trapos e famintos… métodos de opressão para explorá-los em troca de dinheiro”.

O fardo é pesado para mim, mas é uma responsabilidade chamada a nós pelo Islã… é por isso que eu gastei meu dinheiro para abrigá-los e trazer felicidade para seus corações a qualquer custo”, disse Sheikh Mohammed.

Quando a CNN Freedom Project descobriu pela primeira vez as atrocidades que ocorrem no Sinai, não foi suficiente para fazer uma matéria independente", disse Tony Maddox, vice-presidente executivo e diretor geral da CNN International. “Fred continua comprometido com essa história contada como missão principal do Freedom Project, que é descobrir histórias modernas de escravidão e trazê-las à luz, na esperança de afetar a mudança em qualquer nível.

No início deste ano, os editores e repórteres investigativos instalados nos Estados Unidos reconheceram DEATH IN THE DESERT com o prestígio do Prêmio Tom Renner por sua cobertura investigativa de crime organizado e outros atos criminais, citando o time da CNN como em “grande risco pessoal em cruzar os perigosos caminhos egípcios para a Península do Sinai para expor uma rede de tráfico humano e venda de órgãos”.

O documentário será exibido na sexta-feira, dia 21 de setembro, às 12h30 e 17h30, com reapresentação no sábado, dia 22, às 10h e 17h30, no domingo, dia 23, às 6h30 e 12h30, no dia 25, às 13h30 e no dia 26, às 13h30.

* Horário de Brasília. Programação sujeito a alterações.