No Peru e na Bolívia, a folha de coca é mascada diariamente por nativos para aplacar a fome, a sede e o cansaço e seu consumo sob a forma de chá é permitido, aliviando também a dificuldade com a rarefação do ar e o frio.

Transportado para a Europa pelos espanhóis, em 1580, o alcalóide chamado cocaína foi isolado das folhas de coca por Niemann, em 1859, e seu uso se espalhou gradualmente, tornando-se ingrediente de bebidas, como o vinho Mariani, criado em 1863 pelo químico Angelo Mariani, o qual foi largamente consumido e agradou em cheio até o papa Leão VIII, que lhe ofereceu uma medalha onorífica. Tal era a apopularidade da coca, que o médico inventor da psicanálise, Sigmund Freud, chegou a usar a cocaína em seus pacientes graças a seu efeito psicotrópico.

Contudo, apesar do entusiasmo inicial, em pouco tempo percebeu-se que a substância provocava dependência e danos à saúde, sendo aos poucos proibida em diversas nações e traficada, desde o início do século passado, conforme mostra o documentário inédito do HISTORY, Cocaína: História entre linhas, no dia 13 de agosto, segunda-feira, às 22h.

O especial apresenta dados contundentes sobre o comércio da cocaína, um negócio multimilionário, a despeito de sua proibição em diversos países do mundo – em 2008, por exemplo, cerca de 1,5 milhão de dólares em cocaína foram apreendidos só nos Estados Unidos. O especial também percorre a história da droga e o apetite humano que ela tem despertado desde 3000 a.C.