O documentário “A Árvore da Música” estreia no Globosat HD quarta-feira, dia 12, às 21h, tratando da relação interdependente entre a madeira do pau-brasil e os instrumentos de música clássica. Encontrado apenas na Mata Atlântica, o pau-brasil tornou-se vital para o som dos violinos e outros instrumentos de corda. Desde os tempos de Mozart, há 250 anos, quando foi utilizado pela primeira vez, músicos e fabricantes de instrumento de todo o mundo ainda não descobriram uma madeira de qualidade comparável que pudesse substitui-lo. Das matas brasileiras às maiores orquestras da Europa, o futuro da música erudita depende da preservação dessa madeira, proveniente de uma árvore à beira da extinção.

As músicas de Beethoven, Brahms, Schubert e seus herdeiros musicais não podem ser executadas sem o arco moderno, mas os arcos de alta qualidade somente podem ser feitos a partir da madeira de pau-brasil. A combinação de rigidez, flexibilidade, densidade, beleza e capacidade de manter uma curva fixa são propriedades que fazem do pau-brasil um material de qualidade e som excepcionais para a fabricação de arcos.

Por gerações, a minuciosa arte de confecção de arcos foi passada de mestre para aprendiz e pode estar chegando ao fim sem as providências necessárias para a preservação da madeira de pau-brasil. Desde que foi introduzido pela primeira vez há 250 anos, luthiers e músicos de todo o mundo ainda não tiveram conhecimento de uma madeira de qualidade comparável que pudesse substituir o pau-brasil, conhecido no exterior como madeira de pernambuco.

Das matas brasileiras aos maiores teatros da Europa, o documentário “A Árvore da Música” destaca a importância da preservação da natureza através da estreita relação entre natureza e música, num resgate cultural, histórico e ecológico da árvore que deu nome pais. O futuro da música depende do pau-brasil.