João Bosco Luz, presidente do Goiás Esporte Clube, participa da edição de outubro do “Camarote FC”, do canal Premiere FC. Na conversa com os apresentadores Jorge Luiz Rodrigues e José Maria de Aquino, o dirigente fala sobre os planos para quitar as dívidas, retornar à série A do Brasileirão, a responsabilidade fiscal de ex-dirigentes, renovação de Harlei e construção de uma arena. O narrador César Rezende e a repórter Monara Marques, da TV Anhanguera, participam da mesa de entrevistadores. O "Camarote FC" com o Goiás Esporte Clube vai ao ar na quinta-feira, dia 25, às 23h, no Premiere 24h.

Há um ano na presidência do Goiás, João Bosco tem o objetivo de quitar as dívidas e retornar para a série A. “São quase R$ 80 milhões que devemos. Pagamos metade dos R$ 8 milhões que tínhamos de dívida trabalhista e agora estamos trabalhando para sanar as dívidas fiscais do clube, que chegam a R$ 48 milhões”. Para o dirigente é preciso cautela em relação ao retorno à serie A do Brasileirão, outro objetivo de sua gestão. “Temos que conquistar o acesso e pensar grande, não podemos subir e lutar no ano seguinte contra o rebaixamento. Estamos com um pé dentro, mas isso significa que também temos um pé fora. Não podemos parar de trabalhar para conquistar o retorno para a série A, onde ficamos tanto tempo e nunca deveríamos ter saído. Falta pouco, mas ainda falta".

João Bosco acredita que ex-dirigentes precisam ter uma maior responsabilidade fiscal em relação ao clube e que deixar dívidas para a administração seguinte é uma apropriação indébita. “Minha maior tristeza é ter que pagar dívidas fiscais de administrações anteriores, pois se eu não fizer isso o Goiás será prejudicado. Por mim essas dívidas não deveriam ser pagas e eles teriam que responder criminalmente pelo que fizeram. Mas isso prejudicaria muito o clube então estamos pagando. Ia ser um espetáculo ver todos os dirigentes que não pagam impostos sendo colocados na cadeia”. Para ele, o Goiás deveria acrescentar no estatuto que um presidente que atrase os impostos por três meses, mesmo não consecutivos, deve ser destituído do cargo.

A atual administração do Goiás vê que os ganhos com a venda de jogadores devem ser revertidos para o clube em forma de patrimônio. Um exemplo citado pelo dirigente foi a venda de Rafael Tolói para o São Paulo, possibilitando a construção da nova concentração da equipe profissional. “Com isso passaremos a estrutura usada por eles para as categorias de base. Em aproximadamente oito meses teremos o CT e, com todos esses projetos prontos, iniciaremos a batalha para construir uma arena para 25 mil pessoas na Serrinha”.

A renovação do goleiro Harlei também foi discutida durante a gravação do “Camarote FC”. João Bosco afirma que Harlei só não renova se o jogador não quiser. “Ele tem 800 jogos pelo time, se falar que não quer renovar eu vou até persuadi-lo para continuar. Isso não é pela gratidão que temos com ele, se fosse só isso, faríamos uma placa ou uma homenagem, mas nunca renovaríamos o contrato. Com o Harlei eu fico tranquilo e sei que estamos em boas mãos”.