O lucro líquido consolidado da Oi S.A alcançou R$ 315 milhões no terceiro trimestre de 2012, com aumento de R$ 251 milhões no comparativo com o segundo trimestre do ano. O resultado foi impactado positivamente pelo crescimento de 2,1% do EBITDA (lucro antes de juros, impostos e amortizações), que atingiu R$ 2,2 bilhões no trimestre, e pela redução da despesa financeira líquida em 20%. A margem EBITDA permaneceu estável em 31%. No acumulado do ano, o lucro líquido da Oi foi de R$ 724 milhões.

Vale destacar que o lucro líquido da Oi ainda possui os efeitos negativos da amortização da mais valia da aquisição da BRT, ocorrida em 2009. Sem o impacto dessa amortização, o lucro acumulado de janeiro a setembro de 2012 chega a R$ 1,4 bilhão. Com base na opinião de seus consultores contábeis e jurídicos, a Oi entrou com um pleito junto à CVM, requisitando a baixa desta mais valia contra a reserva equivalente no patrimônio líquido, com o objetivo de tornar o balanço mais claro e comparável com os pares de mercado, bem como demonstrar o lucro líquido de forma adequada. O pleito se encontra em fase de análise na CVM.

A Oi registrou, no terceiro trimestre do ano, receita líquida de R$ 7 bilhões. É o segundo aumento trimestral consecutivo da receita líquida total e a primeira vez, em dois anos, que a receita líquida trimestral da companhia apresenta crescimento na comparação ano contra ano. Isso é reflexo, principalmente, do crescimento das UGRs de cada segmento, o que atesta o início da tendência de expansão sustentável de todas as linhas de atuação da Companhia. A receita acumulada nos nove meses é de R$ 20,8 bilhões.

As Unidades Geradoras de Receitas (UGRs) atingiram 73,3 milhões no terceiro trimestre – 9,2% a mais do que o terceiro trimestre de 2011. Desse total, 18,2 milhões de UGRs estavam no segmento Residencial, 45,6 milhões em Mobilidade Pessoal, e 8,8 milhões no Corporativo/Empresarial, além de 726 mil orelhões.

Residencial: os serviços convergentes têm sido essenciais para a expansão tanto do número de UGRs como também do ARPU

Nos nove primeiros meses do ano, a Oi já conquistou 380 mil novos clientes residenciais, revertendo o quadro do ano passado, quando a companhia registrou perda de 600 mil UGRS nesse segmento. A receita da companhia no segmento residencial somou R$ 2,5 bilhões, um aumento de R$ 24 milhões no comparativo com o segundo trimestre.

As ofertas mais atraentes e completas nos serviços de TV por assinatura, a estratégia de fidelização implantada pelo plano de longo prazo, além de ofertas de planos triple play de fixo, banda larga e TV dentro da proposta de convergência da companhia foram os principais fatores que contribuíram para esse resultado positivo. Hoje, 52,2% da base residencial têm mais de um produto Oi.

Em relação à TV paga, a Oi registrou, no trimestre, crescimento expressivo de 24% no número de clientes. Desde dezembro do ano passado, houve expansão de 72% das assinaturas do serviço.

No segmento de banda larga, a companhia fechou o terceiro trimestre com 5 milhões de clientes Oi Velox, com aumento de 169 mil usuários frente ao trimestre anterior. Comparado com igual período no ano passado, o desempenho apresentado pela companhia representou uma expansão de 19% nas vendas, com aumento de 30% na velocidade média contratada, e uma queda de 16% no churn.

O crescimento dos serviços de TV por assinatura e banda larga é essencial para o plano estratégico da Oi, pois resulta no aumento do número de residências com mais de 1 produto da Oi. Isso permite maior capacidade de retenção e fidelização do cliente, reduzindo o churn e elevando o ARPU residencial, que em setembro alcançou R$ 65,80.

Mobilidade: crescimento expressivo no pós-pago e maior rentabilização da base de pré-pago

O segmento de Mobilidade Pessoal manteve a trajetória de crescimento sustentável verificada desde o início do ano. No final do trimestre, a Oi totalizava 45,6 milhões clientes na Mobilidade Pessoal, registrando aumento de 0,8% no trimestre e 11,7% no ano. A receita líquida do segmento foi de R$ 2,3 bilhões com aumento de 3,4% (R$ 76 milhões) frente ao trimestre anterior e de 10,7% (R$ 222 milhões) em relação a igual trimestre do ano passado.

No trimestre, foram registradas 5,9 milhões de adições brutas, com mais 3,9% sobre o volume do segundo trimestre. Já as desconexões totalizaram 5,5 milhões de usuários, o que resultou em 370 mil adições líquidas no trimestre, dos quais 294 mil são pós-pagos. Os clientes pós-pagos representam hoje 13,4% da base total de Mobilidade Pessoal. Na comparação dos nove primeiros meses, em 2012, o número de clientes pós-pagos aumentou 15,1%, com a adição líquida de 800 mil usuários – mais do que o dobro de 2011.

Já a base de pré-pago somou 39,5 milhões no final de setembro, mantendo-se estável em relação ao segundo trimestre do ano. O volume de recarga bruta continua acompanhando a evolução da base de clientes, indicando uma base pré-paga de qualidade.

A base total de clientes móveis (mobilidade pessoal + empresarial/ corporativo) chegou a 48,4 milhões (45,6 milhões em mobilidade pessoal e 2,8 milhões no segmento Empresarial/Corporativo) no fim do trimestre. Em 2012, a companhia foi a única operadora que aumentou significativamente o seu market share no pós-pago, registrando expansão de 2,2 pontos percentuais. Além disso, desde o segundo trimestre de 2012, a Oi é a terceira operadora do país em market share de receita móvel, apesar de ser a quarta entrante nesse segmento do mercado.

O ARPU móvel do terceiro trimestre ficou em R$ 22,20, com crescimento de 3,7% no comparativo trimestral e estável na comparação anual, apesar da forte competição no setor.

Empresarial/Corporativo: ritmo de crescimento foi mantido em função do incremento de vendas

No segmento Empresarial/Corporativo, a Oi fechou o trimestre com 8,8 milhões UGRs, com aumento de 4,9% na comparação trimestral e 15,6% no ano. A receita líquida somou R$ 2,1 bilhões, com crescimento de 3,1% em relação ao trimestre anterior.

O bom desempenho do segmento se deve à evolução das vendas na móvel e à extensão do portfolio de serviços de valor agregado, em linha com a estratégia da companhia de buscar um portfólio mais completo e maior presença na cadeia de serviços de telecom e TI.