Oscar Niemeyer, que completaria 105 anos no próximo dia 15, morreu na noite de ontem (5) em decorrência de uma parada cardiorrespiratória, deixando um extenso legado arquitetônico e artístico para o Brasil. Para homenageá-lo, a TV Cultura reapresenta nesta quinta-feira (6/12), à 0h30 (logo após o Metrópolis), uma edição do Roda Viva gravada com ele em 1997.

No programa, o arquiteto faz uma avaliação histórica e artística de suas obras mais conhecidas, como Brasília e o complexo da Pampulha, em Belo Horizonte, defende a arquitetura brasileira contemporânea, afirma que invenção é a sua palavra de ordem e fala, ainda, do seu gosto pela literatura.

Nascido em 1907, no Rio de Janeiro, Oscar Niemeyer ensaiava o sonho de ser arquiteto desde a infância. Em 1927, entrou para a escola de Belas Artes e, ao dividir um ateliê com o também arquiteto Lucio Costa, surgiu o projeto de construção do antigo Ministério da Educação, na capital fluminense. Em 1940 conheceu Juscelino Kubitschek, então prefeito de Belo Horizonte, que lhe encomendou, da noite para o dia, o projeto do conjunto da Pampulha.

No final desta década, Niemeyer participou do planejamento da sede das Nações Unidas, em Nova York, e, nos anos 1950, projetou o Parque do Ibirapuera e o edifício Copan, ambos em São Paulo.

Em 1956, em um novo encontro com Juscelino Kubitschek, surgiu mais uma encomenda, talvez a mais desafiadora de sua vida: Brasília.

Depois do feito, seu nome passou a correr o mundo, ganhando, em 1963, o prêmio Lênin da Paz. No ano seguinte, quando eclodiu o golpe militar, foi viver na Europa. De volta ao Brasil, projetou o Memorial da América Latina e, em 1988, nos Estados Unidos, recebeu o prêmio Pritzker de Arquitetura. Nos anos 1990 espalha ainda mais sua marca pelo mundo, recebendo, em 1996, outro prêmio internacional: o Leão de Ouro da Bienal de Veneza.