Em 1952, Hugh Hefner teve seu pedido de aumento de US$5,00 recusado pela revista Esquire, onde trabalhava como copywriter. Sem vacilar, ele pediu as contas e, logo depois, vendeu toda a sua mobília e conseguiu empréstimos: US$600,00 de um banco e US$8.000,00 de 45 investidores, sendo mil dólares de sua mãe. Com o dinheiro, em dezembro de 1953, Hefner lançou a primeira edição da revista Playboy, que inicialmente se chamaria Stag Party. Na capa, figurava a estrela mais quente do momento, Marilyn Monroe. O recheio incluía fotos do nu protagonizado por ela em 1949, em poses sensuais, com destaque para uma em que Marilyn está deitada sobre um veludo vermelho – a mais icônica de todos os tempos. A revista vendeu 50 mil cópias e, aos poucos, foi conquistando cada vez mais leitores masculinos, principalmente após a publicação da crônica de ficção científica de Charles Baumont, The Crooked Man, primeiramente recusada pela Esquire. A trama retratava um mundo em que a homossexualidade era a norma e heterossexuais eram tratados com preconceito. A crítica caiu matando, mas o público amou.

Para homenagear os quase sessenta anos da publicação que desafiou as convenções sociais sobre homens, mulheres, sexo e nudez, o canal HISTORY estreia, no dia 1º de fevereiro, sexta-feira, às 22h, o especial Como a Playboy Mudou o Mundo. Com material de arquivo nunca visto e entrevistas com historiadores sociais, executivos da Playboy e personalidades como Jenny McCarthy, James Caan, o reverendo Jesse Jackson, Diablo Cody, Bill Cosby, Shannon Tweed, Donald Trump e, é claro, Hugh Hefner, o programa mostra como a Playboy não só mudou o mundo, mas ainda tem um profundo impacto sobre a vida cotidiana e os valores sociais e culturais.