Na tarde desta última quarta-feira, dia 20 de fevereiro, primeiro dia do RioContentMarket 2013, o evento teve três painéis dedicados exclusivamente à coprodução internacional: Acordos firmados, Acordos em desenvolvimento e Novas demandas. O tema foi um dos pontos altos da programação, dada a importância do intercâmbio comercial e cultural entre nações para estimular novos negócios na indústria do audiovisual.


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No painel que abordou Acordos Firmados, produtores representantes da Alemanha, do Canadá e de Israel discutiram a importância dos acordos de coprodução já assinados entre seus países e o Brasil. Avi Armoza (Israel), Lothar Segeler (Alemanha) e Vince Commisso (Canadá) expuseram o olhar de cada país sobre como os formatos são trabalhados nessas nações, a partir da perspectiva de como o produto audiovisual pode viajar e trocar essas experiências, mudando de um país para o outro.

Acordos de cooperação para o audiovisual com outros países são ferramentas cruciais para viabilização de novos modelos de negócio e fomento a parcerias no mercado audiovisual. De acordo com Eduardo Valente, assessor internacional da Agência Nacional do Cinema (Ancine) e moderador das sessões, o Brasil já possui acordos firmados com Canadá, Alemanha, Índia, Israel e praticamente todos os países latinos. Na Europa, existem acordos em vigor com Espanha, Portugal, França e Itália.

Na sequência, a sessão Acordos em desenvolvimento trouxe a experiência de representantes da Inglaterra e França, que falaram sobre as coproduções já realizadas com o Brasil e as expectativas, além das vantagens e desvantagens dos acordos entre os países. John McVayda PACT (Producers Alliance for Cinema and Television)e Donald Taffner Jr. (DLT Entertainment), falaram da experiência britânica, acompanhados de Robert Salvestrin (Kwanza) e Stéphane Millière (Gédéon), que compartilharam suas visões sobre o tema no mercado francês.Em setembro de 2012, a ministra da Cultura, Marta Suplicy e o ministro adjunto de Comércio e Investimentos do Reino Unido, Lorde Green de Hurstpierpoint, formalizaram em Brasília o acordo bilateral de coprodução cinematográfica entre Brasil e Reino Unido, fortalecendo o intercâmbio comercial e cultural entre as nações (http://migre.me/cQ6wc).

Na última sessão, com o tema Novas Demandas representantes do Catar, África do Sul, Coreia do Sul e China, exemplos de países que buscam estreitar o relacionamento com a indústria audiovisual nacional, falaram da realidade de seus mercados. Zhang Bo comentou que a China International Communication Center(CICC) coproduz cerca de 20 horas e pode investir até 50% em cada projeto. A produtora chinesa está em busca de boas histórias com conteúdos relacionados aos chineses e os sino-latino-americanos, através de emissoras e produtoras que estejam interessadas em trabalhar esse tipo de conteúdo.

Fonte: RioContentMarket

Já Harry Yoon, vice-presidente do canal sul coreano SAMG, reforçou a busca do mercado coreano por conteúdos de animação em formato educacional, com o objetivo de divertir e educar o público infantil. Finalmente, Mandy Roger, diretora de aquisições e desenvolvimento de negócios do canal sul africano, M-Net, apresentou dados do mercado africano e a busca por conteúdos voltados para a difusão da cultura negra. “Temos tido conversas interessantes com esses países e existe possibilidade concreta de haver acordos num futuro breve”, complementou Eduardo Valente, da Ancine.