Ainda que o dinheiro, em papel ou de plástico, seja a forma mais aceita para as atividades comerciais, existe um nicho próspero de comerciantes que conseguem o que querem sem gastar um centavo. Esse é o mote da nova série Barter Kings, atração que o A&E estreia dia 6 de março, quarta-feira, às 22h.
Para Steve McHugh e Antonio Palazzola, não haver dinheiro envolvido nas transações não chega a ser um problema. Pelo contrário, eles são mestres da arte da troca, considerados os melhores deste negócio.

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Foto: Divulgação A&E

Cada episódio de meia hora traz histórias incríveis de escambo e os dramáticos acontecimentos que decorrem da prática, especialmente quando artigos de pouco valor são trocados por outros altamente valorizados.

O negócio exige muita estratégia, carisma e todo o tipo de manipulação para dar certo. A arte está nas negociações mais improváveis, como trocar um IPhone Touch por um porco bem alimentado. Steve McHugh afirma que neste negócio ele já fez muitas trocas que não o favoreceram. Mas também teve grandes oportunidades e levou vantagem, como o helicóptero vermelho que adquiriu recentemente.

Outro bom escambos foi a troca realizada há três anos de um caminhão Chevy avaliado em US$8 mil por um trailer de US$30 mil, que lhe proporcionou, além de um lucro considerável, excelentes férias com a família.

A nova série do A&E traz muitos personagens curiosos, objetos fascinantes e lições de como se dar bem na arte da troca.

Apresentadores

Steve McHugh

Quando Steve, de Hesperia, Califórnia, foi demitido de seu trabalho como vendedor de carros, decidiu fazer sua iniciação no mundo do escambo para manter a mulher Cindy e os dois filhos pequenos. No entanto, não imaginava que o bico se tornaria seu trabalho e que poderia passar mais tempo com a família. Ele fez sua primeira grande negociação aos 22 anos, quando trocou um esqui aquático por um jogo de tacos de golf. Uma de suas trocas mais interessantes foi a de um equipamento de som para carro por um esquisito chifre francês, que mais tarde trocou por uma barra de ouro. Ele agora dirige um centro comercial de escambo junto com o amigo e sócio Antonio e ganha de US$3 mil a US$5 mil extras semanalmente. Steve não tem planos de ensinar seus filhos essa arte, pois eles já fazem escambos a seu modo. O primogênito, por exemplo, já negociou um quarto com o irmão caçula para conseguir a cama mais confortável.

Mais sobre Steve:

Qual foi sua melhor negociação nas trocas?
– Um helicóptero vermelho
Alguma vez fez um mau negócio?
– Sim, muitos, mas o pior foi quando eu negociei uma incrível guitarra acústica por uma arma antiga. As informações sobre a arma eram corretas, mas genéricas, e não se aplicavam ao modelo que valia cerca de US$17, enquanto a guitarra custava US$500.
O que faz para se divertir?
– Gosto de jogar golfe e fazer programas com meus filhos. Prefiro as atividades ao ar livre, gosto de rio, motocicletas, de fazer exercícios, snowboard, de ir à praia e ao hipódromo, e de ir a Las Vegas.

Antonio Palazzola

Antonio, de Apple Valley, Califórnia, está no negócio de trocas desde 1973, quando negociou, aos oito anos, um monte de bolas de plástico por duas grandes de cristal, que estão com ele até hoje e são avaliadas em centenas de dólares. Filho de um homem que armazenava peças de veículos, Antonio cresceu rodeado de artigos de segunda mão, o que lhe abriu os olhos para o universo do negócio de escambo e lhe deu experiência para avaliar a maioria dos objetos. Ele afirma que aprendeu a transformar lixo de alguns em seu tesouro. Homem dedicado à mulher Toni e aos três filhos, nem a Síndrome de Tourette e os quatro ataques cardíacos sofridos o tiram do foco. Seus filhos estão se saindo bem negociando balas por cartões de beisebol.

Mais sobre Antonio:

O que de melhor você obteve com um escambo?
– Foi há três anos e foi incrível. Negociei um trailer de US$30 mil, de 31 pés, totalmente independente, com chuveiro e banheira, que acomoda oito pessoas para dormir. Isso me permitiu passar mais tempo ao ar livre com minha família nos fins de semana. Me custou um caminhão Chevy usado, de US$8 mil.
E se arrependeu de algum negócio?
– Na realidade, não.
Qual foi o pior erro em um escambo?
– Levar o Steve comigo. Falando sério, algumas vezes me emociono quando penso que algo é incrível e, às vezes, isso me coloca em uma situação difícil, que me dá trabalho de sair.

Conselhos de Antonio e Steve para fazer boas trocas

Antonio Palazzola

– Analisar o negócio. Acessar bons sites de escambo para explorar outras possíveis ofertas.

– Sempre atento. Há um monte de golpistas. Se algo não cheira bem, não faça.

– Não é um negócio para simplesmente ir de cabeça. Há muitos safados que podem tirar proveito de novatos. Comece com algo pequeno, com artigos de menor custo, ou então pratique primeiramente negociando com seus amigos.

– Você não tem de ser um avaliador, mas tem de conhecer o seu artigo. Sua melhor estratégia é se informar sobre a peça e, se não a conhece, não negocie. Se tem informação de alguém que a conhece, traga-o para negociar, ou então dê um telefonema para consultá-lo. Uma pesquisada no eBay pode dar algumas respostas, ou então um site para ver os valores dos artigos em comum. Eu não negocio tendo como base os preços das lojas.

– Manter sempre uma carta na mão. Demonstrar a menor reação possível numa negociação te dá mais oportunidade de ganhar mais e subir seu lucro.

– A negociação se aprende com a prática, como em qualquer outro ramo. Quanto mais o fizer, mais estará apto. Livros como A Arte da Negociação ajudam a ter uma boa compreensão de como falar a mesma linguagem.

– Não leve dinheiro em espécie em um escambo.

Steve McHugh

– Decida se vai negociar algo por algum motivo específico ou apenas para ver o que pode lucrar. Se a razão não for apenas o lucro, então não coloque pressão em você mesmo e divirta-se. Irá se surpreender o quão longe pode chegar.

– O site mais popular e confiável dos Estados Unidos é o Graiglist. Mas você pode fazer uma busca na internet para encontrar sites de trocas em sua região, pois há muitos e bons.

– As pessoas sempre falam de quanto custou a sua peça quando era nova. Ainda que a tenham comprado com 50% de desconto, só destacam o preço cheio. É necessário aprender a solucionar essa questão de forma rápida e eficaz. Se a pessoa quer trocar um artigo é porque não vê valor para mantê-lo e aí você tem de entender a razão e considerar a troca a partir daí. Nem sempre é fácil.

– Se você quer levar esse negócio adiante, nem sempre pode se preocupar com o valor exato de uma peça, pois o valor desse mercado é diferente do valor real. Se estiver pensando em abrir um negócio, comece com coisas às quais não se pode estabelecer um valor, como peças únicas, objetos raros ou difíceis de conseguir. Negocie objetos que possam ser passados adiante.

– Quando vou trocar algo, me preocupo em fazer boas fotos e ser específico nos detalhes, dando o máximo de informação para que a pessoa interessada me telefone.

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