A frase "vale tudo pela audiência" em alguns momentos deveria ser questionada e o público precisaria refletir sobre aquilo que recebe em sua casa através de uma emissora de tevê. A Band exibiu ao vivo neste domingo, dia 24 de junho, mais uma edição do programa "Pânico na Band". A atração teve como ponto central o velório do personagem Silvio Santos.

- Publicidade -

"Chegou a hora de dizer adeus a essa piada", anunciou Emilio Surita no início do programa. A trupe do Pânico e demais funcionários da Band estão proibidos de se aproximar a menos de 100 metros do apresentador Silvio Santos, o real, em cumprimento a uma liminar da justiça. Ainda de acordo com a justiça o humorista Wellington Muniz está proibido de imitar ou constranger o apresentador Silvio Santos sob risco de pagamento de multa no valor de 100 mil reais.

O "velório" contou com o elenco do programa vestido de preto, panicats seminuas e carpideiras, além de imitadores e sósias de personagens e celebridades. A apresentadora da RedeTV!, Sonia Abrão, também foi lembrada na "última piada" do personagem. Sonia teria enviado uma coroa fúnebre para o "velório" de Silvio.

Ao longo do programa uma "faixa" preta aparecia e desaparecia no campo superior esquerdo da tela pegando de surpresa o telespectador desavisado que ligava no canal naquele momento.

Outro momento questionável do programa deste domingo ocorreu durante o quadro que busca o maior "arregão" em que o humorista Eduardo Sterblitch precisou de socorro médico após a realização de uma prova (uma barra de concreto foi colocada sobre o peito do humorista e Bolinha deveria quebrá-la com uma marreta). No mesmo quadro Carioca teve seu pênis amarrado a um mini helicóptero com controle remoto que levantava voo puxando a genitália do humorista.

Diante de tais quadros questionamos: vale realmente tudo pela audiência? Qual o limite do bom senso, do humor e da apelação gratuita?

- Publicidade -