Mamãe Passou Açúcar em Mim, Nem Vem que Não Tem e País Tropical são alguns dos grandes hits de um dos maiores intérpretes dos anos 60 e 70. Wilson Simonal é tema de Simonal – Ninguém sabe o duro que dei, atração do BIO, que exibe no dia 16 de outubro, terça-feira, às 19h. Dirigido por Micael Langer, Calvito Leral e Cláudio Manoel em 2009, o documentário mostra que a ascensão ao estrelato do cantor foi tão meteórica quanto seu declínio.

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O longa discorre sobre a carreira e a polêmica vida de Wilson Simonal, um cantor negro de origem pobre, dono de grande carisma e talento, que virou unanimidade nacional. De secretário de Carlos Imperial, ao lado de Erasmo Carlos, à sua estreia no célebre Beco das Garrafas, na Zona Sul do Rio de Janeiro, passaram-se menos de cinco anos. A partir daí teve início uma trajetória de sucesso, interrompida durante a ditadura militar, quando foi acusado de informante do Governo. A fama de dedo-duro e o repúdio dos artistas e intelectuais que combatiam a ditadura fizeram dele um pária da música brasileira e o tiraram definitivamente de cena. Mesmo depois de sua morte a pergunta persistiu. Teria sido ele Injustiçado ou vítima da má sorte aliada a erros de sua vida pessoal?

Entre raras cenas de shows – como os duetos com Sarah Vaughan (veja abaixo) e Elis Regina –, além de outros registros da época, o filme traz depoimentos de pessoas que o conheceram e que tentam encontrar uma explicação para o seu ‘exílio artístico’, como Luís Carlos Miele, Nelson Motta, Boni, Toni Tornado, Pelé, Chico Anísio, entre outros. Sandra Cerqueira, sua última mulher, explica que Simonal tinha orgulho de seus filhos Wilson Simoninha e Max de Castro, também músicos, e assistia suas apresentações disfarçado, com receio de prejudicar a carreira deles. Simonal morreu em 2000, no ostracismo e deprimido, em decorrência do alcoolismo.

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