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Blues e baião se misturam no som da banda Deltas, no SescTV (Divulgação)[/creditos:22f338adbb]Mesclando baião com blues e passando por ritmos como forró, repente, xaxado jazz, gospel e soul, o quinteto pernambucano Deltas cria uma sonoridade própria, que é comentada por seus integrantes em documentário da série Passagem de Som, apresentado pelo SescTV, no dia 22 de janeiro, domingo, às 21h.

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A produção também acompanha a visita do grupo à casa de Nasi, ex-vocalista da banda Ira!, e mostra encontro com o músico e ator Ricardo Côrte Real. Na sequência, o canal exibe show da Deltas na série Instrumental Sesc Brasil. Os programas têm direção geral de Max Alvim. (Assista também em sesctv.org.br/aovivo)

Criada por Dirceu Melo, ex-cantor e guitarrista da banda recifense Jorge Cabeleira e o Dia em que Seremos Todos Inúteis – que fez sucesso com uma versão da música O Cheiro da Carolina, de Luiz Gonzaga -, a Deltas é dona de uma musicalidade que combina o baião do nordeste brasileiro com o blues nascido no sul dos Estados Unidos.

No Passagem de Som, Walter Maymone, guitarrista da Deltas, conta que o grupo quis fazer uma música que fosse misturada com um blues mais dinâmico, como o do cantor e guitarrista norte-americano John Lee Hooker. Segundo Nasi, vocalista da banda Ira!, a sonoridade de Hooker nasceu do country blues. “Aquele blues que era feito no interior, na região dos camponeses, e depois surgia na cidade grande”, explica. Para o artista, o mesmo aconteceu com o baião, que foi transportado, por Gonzaga, da cidade de Exu para o Rio de Janeiro. Melo destaca que, por coincidência, os dois ritmos têm origem na África.

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