Convivendo com fortes críticas a seu governo e enfrentando um processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff recebeu a âncora da CNN International Christiane Amanpour, no Palácio do Planalto para uma entrevista exclusiva, onde falou sobre o momento econômico, Jogos Olímpicos, além de analisar sua própria situação política, às vésperas do processo de impeachment caminhar para o Senado.

Ao ser indagada por Amanpour sobre sua baixa popularidade e o fato de ser considerada uma das piores líderes do mundo, Dilma explica que impopularidade não é o suficiente para encaminhar um processo de impeachment. “No Brasil, um país com sistema presidencialista, assim como os Estados Unidos, ninguém pode ser levado a um processo de impeachment por impopularidade porque impopularidade é cíclica. Todos os presidentes ou primeiros-ministros da Europa que tiveram taxas de desemprego de 20% teriam que sofrer processo de impeachment porque também tiveram profundas quedas na popularidade", afirmou a presidente à rede americana de notícias.

Entre outros assuntos, Amanpour perguntou como a presidente se sentia, depois de preparar a vinda dos Jogos Olímpicos para o Brasil, não fosse capaz de recebê-los como presidente, na possibilidade de o processo passar pelo Senado e deixá-la impedida de exercer o cargo pelos próximos seis meses (tempo que pode durar o processo na Casa). “Se isso acontecer, vou ficar muito triste porque, é justo dizer, temos feito um grande esforço para a realização dos Jogos. Eu gostaria muito de participar no processo Olímpico, porque ajudei a construir esse esforço desde o primeiro dia”, resumiu a presidente, que completou: “Mas eu estou realmente triste, um pouco mais triste por outro motivo, porque eu acho que a pior coisa para qualquer ser humano é ser vítima de injustiça. E eu estou sendo vítima do processo de impeachment atual"

A íntegra da entrevista com a Presidente Dilma Rousseff vai ao ar hoje (28), às 15h, com exclusividade na CNN International.