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O documentário “Treasure of the Alps” estreia quinta-feira, dia 21, no Globosat HD e retrata comunhão da vida selvagem alpina com a presença humana, mostrando que a intervenção na paisagem feita pelo homem acabou por modificar o habitat e o comportamento desses animais. “Treasure of the Alps” é dirigido por Franz Hafner e vai ao ar às 20h30.

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Quando os primeiros humanos adentraram os Alpes se depararam com florestas densas e primitivas. Ao longo dos séculos abriram caminho nas matas, criaram campos e pastagens e construíram suas aldeias em pontos cada vez mais altos nas montanhas. Esses agricultores primitivos foram acompanhados por muitos animais selvagens que encontraram uma nova moradia na paisagem alterada. O documentário é um raro retrato da coexistência de vida selvagem alpina e humanos, uma história que começou há milhares de anos e continua ainda hoje no Parque Nacional Hohe Tauern.

O diretor Franz Hafner visitou o Parque Nacional Hohe Tauern pela primeira vez há vinte anos, para estudar o tetraz e a perdiz-grega. Esse projeto de pesquisa durou dois anos, exigindo centenas de escaladas em todas as estações do ano, durante o dia e a noite, independentemente das condições climáticas. Essa profunda experiência rendeu ao diretor um íntimo conhecimento da vida selvagem do Hohe Tauern e das pessoas da região. “O que inicialmente parecia ser um intacto paraíso selvagem se revelou uma área cultivável criada pelo homem. E, inevitavelmente, a mais rica natureza selvagem existia onde a agricultura de montanha havia moldado a paisagem. Por milênios, o Hohe Tauern abrigou uma simbiose única. Ao contrário de outras partes do mundo, os humanos aqui não expulsaram a vida selvagem. Sua atividade, na verdade, favorece uma grande variedade de espécies e habitats. E, ao final de nosso projeto de pesquisa, sabíamos que tínhamos de fazer um documentário sobre essa incrível coexistência” disse.

Além da ajuda dos moradores locais para realizar as filmagens, Franz escalou uma equipe motivada a se deixar inspirar pela ideia de trabalhar em um implacável ambiente de montanha. Harald Mittermüller e Josef Neuper se uniram à equipe, com o câmera Dietrich Heller, especialista em filmar animais tímidos. “Claro que é desconfortável aguentar em um lugar escondido e estreito durante horas, como fizemos para filmar os griffons. Tive de esperar dois dias e meio até o primeiro aparecer. Mas, depois de quebrado o feitiço, quase vinte deles se aglomeraram bem na minha frente. Eles não tinham ideia de que estavam sendo filmados, brigando por carniças e enchendo as barrigas. E tudo isso a não mais de 30 metros de distância. Uma experiência fantástica”, lembra Dietrich.

A filmagem dos gafanhotos nos prados floridos revelou-se bem menos dramática. Lá, o segredo foi manter a calma. “Ao aproximar-se da pradaria, o chichiar deles parecia vir de todos os lugares. Mas, assim que tentávamos filmar um gafanhoto daquele grupo de músicos, ele desaparecia sem deixar rastro, restando-nos apenas uma técnica eficaz: sentar e congelar. Depois de quase uma hora, os gafanhotos da montanha timidamente recomeçavam a chichiar e se movimentavam cuidadosamente, e eu finalmente conseguia me aproximar o suficiente para filmá-los”, lembra Dietrich Hell.

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