cultura Precursor da arte performática no Brasil, o artista plástico Ivald Granato fala sobre o início de sua carreira e faz um contorno crítico da atual vanguarda artística nacional durante o Provocações desta terça-feira, dia 18 de fevereiro. Apresentado por Antônio Abujamra, o programa da TV Cultura vai ao ar às 23h.

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Granato conta que quando começou a estudar na Belas Artes no Rio de Janeiro tinha toda a cadência de aprender o desenho clássico, a arte decorativa. “Nessa época, apesar de eu estar estudando todo o desenvolvimento da arte, o cubismo era o que mais me fascinava. E o dadaísmo foi um processo que aconteceu no Brasil nessa época que eu estava na Belas Artes. Nós, o grupinho da época, começamos a fazer”.

Mesmo tendo sido o pioneiro na performance em seu país, o artista plástico editou um cartão anti-performance, durante o período em que esteve em Paris. Justifica: “Quando eu vi a performance do Joseph Beuyes como lobo nos EUA, eu achei que naquele momento a performance com a qual eu me envolvia e queria fazer naquela época era o fim, eu não estava mais interessado. E hoje em dia, o que mais se faz é a performance”.

Ele, que no início de sua carreira chegou a ser comparado a Andy Warhol, fala também sobre esse episódio: “Eu tive algumas performances bem marcantes, que eu chamava de My name is not Andy Warhol, e, naquela época, ninguém sabia o que era".

Atualmente, Ivald Granato é um grande crítico da vanguarda artística nacional. “A vanguarda ficou um pouco desarmada, o mercado da arte ficou uma lambança muito grande, os artistas hoje estão muito mais ligados ao dinheiro do que à arte”, diz a Abujamra.

Por fim, dá sua opinião sobre a arte contemporânea no Brasil: “Eu acho uma porcaria. Está cafona, terrível. Está havendo uma coisa nojenta, insuportável, e uma meia dúzia de bacanas trabalhando com dinheiro do governo, de incentivo, utilizando a Feira de Arte, com a mídia ajudando bastante”.