Nesta quarta-feira (23), a Globo exibe edição inédita do programa "Profissão Repórter" sobre a polêmica em torno do aborto legal no Brasil. No país onde uma pessoa é violentada sexualmente a cada 11 minutos, a norma suscita um debate: como mulheres que têm direito ao aborto legal são atendidas? O programa acompanha histórias de vítimas e mostra suas dificuldades ao encarar o processo. O programa vai ao ar depois do Futebol, e após sua exibição estará disponível de forma gratuita no Globo Play.

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Em casos de estupro, basta a decisão da mulher para que se tenha acesso ao aborto em território brasileiro. Essa é a premissa do Superior Tribunal de Justiça, segundo a qual não é preciso acionar comitê de ética hospitalar, polícia, boletim de ocorrência ou IML para atestar se houve ou não uma violação. A repórter Mayara Teixeira vai até o Acre, considerado o estado com maior taxa de estupros por habitante do país e os menores números legais de aborto, visita estabelecimentos que atendem mulheres estupradas para entender por que os números são tão discrepantes.

A reportagem de Nathalia Tavolieri viaja até a maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, em que o hospital criou um serviço que acolhe e faz o aborto legal nos casos previstos pela lei. Ao todo, cerca de 80% dos atendimentos são para crianças e adolescentes de até 18 anos. Segundo a coordenadora Maria Castello Branco, apenas 10% das vítimas denunciam o estupro, na maioria das vezes para preservar alguém muito próximo ou da própria família.

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