globonews No mês em que o golpe militar completa 50 anos, o programa GloboNews Literatura estreia sua nova temporada, dia 28, com um programa especial sobre o tema. Edney Silvestre conversa com o jornalista Carlos Heitor Cony e com o historiador Marco Antônio Villa. Para Edney, uma das partes mais surpreendentes da conversa com Cony é a revelação do autor sobre ter assistido à tomada do Forte Copacabana com ninguém menos que o amigo e vizinho Carlos Drummond de Andrade. “Cony foi processado pelo governo militar por conta das crônicas que escrevia para o extinto ‘Correio da Manhã’. Tinha que levar três testemunhas. O primeiro a se apresentar, e que o defendeu ardorosamente, foi seu vizinho, isso mesmo, o poeta mineiro”, conta Edney. A atração vai ao ar a partir das 21h30 no canal de televisão por assinatura GloboNews.

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Edney Silvestre e Carlos Heitor Cony nos bastidores do ‘GloboNews Literatura’
Divulgação / GloboNews [/creditos:1f434f619e]

A entrevista com Marco Antônio Villa também traz muitas surpresas. O historiador afirma que se o golpe não fosse declarado pelos militares, havia outras pessoas dispostas a derrubar o governo de João Goulart, como Carlos Lacerda e até mesmo o cunhado de Goulart, o então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola.

Claufe Rodrigues apresenta os lançamentos “Repressão e Resistência: Censura de Livros na Ditadura Militar”, de Sandra Reimão, e “Livros contra a ditadura – Editoras de oposição no Brasil, 1974-1984”, de Flamarion Mauês. Professores da USP, os autores conversam com o repórter sobre livros censurados, editores presos, repressão política e resistência democrática. Sandra destaca em sua pesquisa a censura aos livros ‘Feliz Ano Novo’, de Rubem Fonseca, e ‘Em câmera lenta’, de Renato Tapajós, o único escritor brasileiro preso no período por causa do conteúdo de um livro. Flamarion revela as apreensões de obras e intimidações sofridas pelo editor Ênio Silveira, da Civilização Brasileira.