Giovanna Lancellotti contrata 4 preparadores para viver Carmen Miranda no biopic

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Giovanna Lancellotti revela, em entrevista exclusiva ao Omelete, os bastidores da superprodução

Giovanna Lancellotti abriu o universo de sua preparação intensa para interpretar Carmen Miranda na cinebiografia Carmen.

Em conversa exclusiva com o Omelete, a atriz contou que está sendo orientada por uma equipe multidisciplinar (quatro profissionais diferentes, cada um cuidando de um aspecto da performance), falou sobre as descobertas durante sua pesquisa aprofundada sobre Miranda e comentou o processo de seleção do elenco coadjuvante do filme (que pode trazer grandes nomes de Hollywood).

Dicas do Omelete

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Veja a entrevista completa a seguir! Carmen estreia nas salas de cinema no segundo semestre de 2028.

Estúdio de ensaio com figurinos e partituras sobre uma mesa
O processo de preparação envolve voz, corpo, coreografia e figurino.

OMELETE: Gio, que projeto sensacional e que desafio e tanto! A primeira coisa que vem à mente é o desafio técnico — afinal, a Carmen tinha voz, movimento, olhar tão característicos. Como está sendo a sua preparação agora que a gravação está cada vez mais próxima?

LANCELLOTTI: A gente ainda tem um tempo até começarmos a rodar, mas já estou me preparando há mais de dois anos. E é uma preparação muito específica e intensa. Trabalho corpo, voz, coreografias e atuação — são quatro preparadores diferentes comigo, pessoas incríveis que ajudam em todos esses aspectos. A Carmen era uma artista completa: tinha canto, performance, interpretação e também um domínio grande da comédia. Ela carregava uma persona muito marcada, uma identidade forte. Então, os desafios são muitos.

Tenho plena consciência do peso dessa responsabilidade. Faz quatro anos que venho dedicando meu tempo, minhas emoções, tudo que tenho para fazer isso do melhor jeito possível. Estamos com uma equipe maravilhosa em que confio muito, e o Esmir [Filho, diretor] entrou para somar — adoro o trabalho dele. Vejo no Esmir um diretor cuidadoso, profundo, que sabe lidar bem com a contradição que a vida da Carmen traz: a mistura de delicadeza com certa loucura, o sutil com o exacerbado.

Então estou muito animada! Vamos começar a filmar no ano que vem, depois de muitos anos de estudo e preparação. Espero conseguir honrar a memória dela, interpretar de forma verdadeira… fazer com que ela se reconheça, onde quer que esteja.

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OMELETE: Em uma cinebiografia costuma-se mostrar também a pessoa por trás do palco. Após todo esse período de pesquisa, quem foi a Carmen que você descobriu? O que mais te surpreendeu?

LANCELLOTTI: Nossa, muitas coisas me surpreenderam. E é curioso porque é um trabalho bastante complexo: você convive com a pesquisa por anos e ainda assim pode não saber tudo sobre ela. A Carmen não está mais entre nós para confirmar ou desmentir detalhes, então esse é um trabalho interpretativo, mesmo com tanta documentação. Por sorte, ela era muito comunicativa [risos], então deixou registros que nos ajudam — cartas, por exemplo, são uma fonte muito rica.

Algo que eu desconhecia e adorei saber é que ela era supersticiosa: tinha rituais e macetes antes de subir ao palco. Outra descoberta foi perceber, mais a fundo, o quanto ela era comediante — e que gostava de fazer as pessoas rirem. Eu me identifiquei muito com isso. Gosto também do drama, mas acredito que a grandeza da atuação é transitar entre gêneros; eu queria trazer mais da comédia para mim. Às vezes penso: “pô, as pessoas nem imaginam o quanto eu posso ser engraçada” [risos].

Então, existe esse timing de humor dela que eu fui encontrando ao aprofundar a pesquisa. Quando a maioria lembra da Carmen, pensa na performance, na voz e naquele olhar tão marcante. Mas, ao investigar mais, acabei valorizando nuances menos óbvias — e isso me fez me apaixonar ainda mais por ela.

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OMELETE: Sabemos que a Carmen esteve em Hollywood em momentos importantes, circulando por grandes nomes como Marlon Brando e Joan Crawford. Já começaram a negociar essas figuras nos papéis do filme? Quem está no topo da sua lista de desejos?

LANCELLOTTI: Claro que tenho uma lista de desejos — poderia citar um top 6 que, na minha cabeça, seriam escolhas perfeitas e que, acredito, a própria Carmen aprovaria. Mas não quero me precipitar: estamos ainda no começo do processo de escalação. Acabamos de fechar a equipe principal, estamos fazendo uma última revisão no roteiro e começando oficialmente a caça ao elenco. Já temos alguns nomes pensados e até algumas apostas ousadas. Vamos ver como as coisas se desenrolam!

Brinco que a Carmen está tão envolvida com o projeto quanto nós: sinto que ela move peças de onde estiver e as coisas acabam se encaixando. Muita gente entrou e saiu desses quatro anos, aconteceram coisas inesperadas, e eu sempre penso: “foi ela”. Acredito no poder da palavra, na co-criação, na força de vontade e no trabalho duro — e tenho fé de que isso vai guiar a montagem de um elenco incrível.

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