Anatel autoriza Claro a continuar com rede da Vivo no Norte – Entenda o Impacto!

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Colaboração entre operadoras expande acesso em regiões pequenas e estradas

A colaboração entre as operadoras de telefonia móvel tem avançado com o objetivo de ampliar a cobertura em áreas menos desenvolvidas e em rodovias, beneficiando diretamente as regiões que sofrem com a falta de conexão.

Autorização da Anatel para uso compartilhado de frequências

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) recentemente autorizou a operadora Claro a continuar utilizando a faixa de 850 MHz, que é originalmente da Vivo, em determinadas áreas dos estados do Norte e Nordeste do Brasil. Esta autorização é uma renovação do acordo de compartilhamento de rede, conhecido como RAN Sharing, que está ativo desde 2021.

Implicações da renovação do acordo

Com essa renovação, a Claro terá o direito de utilizar a faixa de frequência da Vivo de maneira secundária, abrangendo cidades com população de até 30 mil habitantes e também em certos segmentos de rodovias. Este acordo está previsto para durar até 29 de novembro de 2028, data na qual o contrato original da Vivo para o uso dessas faixas também expira.

Essa prática de compartilhamento pode parecer incomum para quem está acostumado a ver as operadoras como concorrentes diretas. No entanto, tais acordos têm se tornado frequentes, principalmente para expandir a cobertura de sinal em locais onde o serviço de telefonia móvel é deficiente ou inexistente.

Estados beneficiados pelo acordo

Com a extensão do acordo, a Claro poderá utilizar a infraestrutura da Vivo nos seguintes estados:

  • Amazonas
  • Amapá
  • Bahia
  • Maranhão
  • Pará
  • Roraima

As áreas mais distantes dos grandes centros urbanos enfrentam inúmeros desafios relacionados à conectividade de qualidade. A cooperação entre as operadoras pode ajudar significativamente a mitigar essas dificuldades, ao menos em parte.

Controvérsias sobre a justiça da parceria

A Algar Telecom, uma operadora com forte presença em Minas Gerais e em áreas do interior, tentou impedir esse acordo em 2021, quando foi proposto pela primeira vez. A empresa argumentava que essa parceria causaria um desequilíbrio competitivo, prejudicando operadoras menores que atuam em regiões menos populosas.

Ainda assim, tanto a Anatel quanto o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovaram a continuidade do acordo. É importante destacar que ambos os órgãos também já haviam autorizado iniciativas similares envolvendo outras operadoras, como TIM, Oi e a própria Vivo, para expandir a cobertura em áreas desassistidas.

Perspectivas futuras para a parceria

No ano passado, a Claro anunciou que estava em negociações com a TIM e Vivo para formar uma parceria ainda mais abrangente de RAN sharing, que incluiria não apenas pequenas cidades, mas também importantes trechos de rodovias brasileiras. Essa iniciativa tem ganhado sentido, especialmente com o aumento do tráfego de dados em regiões remotas.

Essa proposta foi mencionada por Celso Birraque, diretor de redes móveis da Claro, mas ainda não há informações concretas sobre a efetivação desse acordo amplo. Caso seja finalizado, ainda precisará ser aprovado pela Anatel e pelo Cade antes de ser implementado.

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