Vivo ou Morto: Crítica Arrasadora do Mistério de Knives Out na Netflix!

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O novo thriller de Rian Johnson conclui (será a última?) a trilogia de Benoit Blanc de forma espetacular

São raros os cineastas que conseguem erguer uma franquia de sucesso, tanto de público quanto de crítica, partindo do absoluto zero, especialmente em produções de grande orçamento. Rian Johnson, que tem seus altos e baixos entre os fãs de Star Wars, alcançou esse feito com Entre Facas e Segredos. Após o sucesso do filme de 2019, que foi indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original e acumulou mais de US$ 300 milhões mundialmente, a Netflix não perdeu tempo e assegurou um contrato para transformar os mistérios de Benoit Blanc em atrações do streaming. Enquanto o primeiro filme era praticamente um jogo de Detetive em live-action, o segundo, Glass Onion, introduziu CEOs e corporações gigantes, além de inserir a pandemia no enredo, com máscaras e negacionistas. Vivo ou Morto, o terceiro filme da série “Mistério Knives Out”, mergulha no terror e na fé como elementos centrais do novo whodunnit.

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A narrativa segue Benoit Blanc (Daniel Craig) em uma pequena cidade investigando a morte de um padre (Josh Brolin) pouco querido por seus paroquianos. O enredo se desenrola com a chegada de um assistente (Josh O’Connor), que o padre suspeita estar interessado em tomar seu lugar. Além deles, há um grupo peculiar de suspeitos, incluindo: um médico recém-divorciado (Jeremy Renner), um youtuber (Daryl McCormack) e sua irmã (Kerry Washington), uma jovem violoncelista sofrendo de uma doença dolorosa (Cailee Spaeny), uma devota religiosa (Glenn Close) e um escritor em crise (Andrew Scott). Durante a exibição do filme no Festival de Toronto, Rian Johnson revelou ter mudado sua inspiração para este novo filme, das histórias de Agatha Christie para os mistérios do Padre Brown de G.K. Chesterton.

Johnson continua a demonstrar sua habilidade em criar roteiros dinâmicos e envolventes, mantendo a fórmula fresca mesmo no terceiro filme da série. Agora que a franquia está consolidada, o diretor se permite dedicar bastante tempo para a introdução de cada personagem principal, antes mesmo de Blanc aparecer efetivamente. A trama se desenvolve lentamente, explorando cada personagem através da ótica do assistente recém-chegado à cidade. Isso também se aplica à relação do novo padre com o Monsenhor Wicks (Brolin) e os mistérios do seu passado.

Josh O’Connor se destaca nesta trama. O ator, que brilhou em 2024 com Rivais e estrela outros dois filmes em 2025, não demora a capturar a atenção do público com sua atuação em Vivo ou Morto. Johnson explora as várias facetas do personagem do padre: amável com os fiéis, marcado por um passado sombrio que o levou à igreja, e, claro, questionador da autoridade do pároco atual. A performance é intensa do começo ao fim, variando entre a calma e o desespero. Tudo fica ainda melhor quando Daniel Craig finalmente entra em cena. A abordagem de Blanc sobre a fé gera diálogos repletos de ironia e comparações irreverentes entre os dois. Craig está cada vez mais confortável no papel, e os maneirismos de Blanc, que foram exagerados no cenário luxuoso do segundo filme, aqui retornam ao tom mais sóbrio do primeiro.

Além disso, Johnson usa o cenário sombrio da igreja para exibir os melhores visuais da franquia até agora. O jogo de contrastes e o uso controlado da luz, simulando o sol através dos vitrais, são impressionantes. O diretor também incorpora elementos de terror – tanto slasher quanto psicológico – no clímax da história, fortalecendo a conclusão do mistério. É um trabalho excepcional de direção de arte, design de som e trilha sonora, novamente composta por Nathan Johnson, responsável pela música dos dois filmes anteriores.

Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out confirma mais uma vez o talento de seu diretor e roteirista como um mestre contador de histórias. A diversão é um elemento essencial da franquia, com referências pop – a piada sobre Scooby-Doo é memorável – e temas contemporâneos que continuam a influenciar os personagens e a trama. Tudo é orquestrado com precisão por Rian Johnson, como se cada filme de Benoit Blanc fosse uma obra de artesanato, feita com extremo cuidado. Poucos conseguem manter tal qualidade no terceiro filme de uma série. Esse mistério, Johnson, Craig e O’Connor conseguiram resolver com maestria.

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