Stranger Things 5: Crítica Explosiva da Temporada Final!

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A maior série da Netflix encerra mantendo a essência de seu sucesso na última década

[Publicado em 01 de janeiro de 2026 na estreia do último episódio]

Há quase uma década, fomos apresentados ao misterioso desaparecimento de Will (Noah Schnapp) e à formação de uma amizade entre Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo), Lucas (Caleb McLaughlin) e Eleven (Millie Bobby Brown), a garota de aparência frágil e cabeça raspada. Desde então, essa narrativa que fundia elementos cinematográficos e televisivos dos anos 80 evoluiu e se tornou o principal produto da Netflix, transformando-se em um verdadeiro fenômeno. Agora, na entrada de 2026, Stranger Things conclui sua trajetória de maneira épica e tocante, sem perder a essência que conquistou os corações dos fãs em 2016: a amizade.

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O clima de tensão já se fazia presente desde o Volume 2 desta quinta temporada. Com expectativas altas do público, que deseja ver seus anseios realizados, a segunda parte enfrentou críticas por estender demais a trama e apresentar inconsistências típicas dos finais de segundo ato. Contudo, o capítulo final chegou carregado de responsabilidades ainda maiores. Além de concluir adequadamente a jornada dos personagens, era crucial demonstrar que, com os ajustes necessários, tudo o que foi visto no Volume 2 teria sua recompensa.

Esse entendimento se revela nos primeiros minutos, com o diálogo entre Will e Mike, onde os amigos retomam a conversa sobre a sexualidade de Byers. Pedidos de desculpa e promessas de amizade eterna mostram que, embora a reação inicial possa ter sido fria, tudo que era necessário era tempo e um momento a sós para encontrar a resposta perfeita.

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A partir daí, Stranger Things não deixa espaço para lembrarmos de momentos arrastados ou falhas de roteiro que possam ter sido percebidos anteriormente. Rapidamente, somos transportados para a ação, que se desenrola em várias frentes com excelente dinâmica. Os irmãos Duffer manipulam o suspense sobre a possível perda de Steve (Joe Keery) logo no início, intensificam a tensão com a fusão dos mundos e, em poucos minutos, já estamos presenciando uma batalha no deserto contra um Devorador de Mentes em estilo kaiju, que parece tirado diretamente das campanhas de RPG dos amigos.

Com a ação em plena forma, foi surpreendente ver que as emoções também foram preservadas e não se limitaram apenas ao “final de despedida”. Há momentos emocionantes para Hopper (David Harbour) e Eleven, Kali (Linnea Berthelsen) e sua irmã, Steve e Jonathan (Charlie Heaton), entre outros. O ponto alto fica por conta de Winona Ryder, cuja atuação tem brilhado desde a primeira temporada de Stranger Things, embora seu espaço tenha diminuído conforme a série progredia.

Em um clímax emocionante da batalha contra Vecna (Jamie Campbell Bower), é Joyce Byers quem desfere o golpe decisivo — um momento que resgata todas as emoções vividas até a batalha final. Foi um toque genial dos criadores colocar a mãe de Will diretamente contra o grande vilão que tanto atormentou sua vida e sua família ao longo dos anos.

Manter Stranger Things sob a direção de Ross e Matt Duffer demonstra que, apesar dos altos e baixos, a alma da série nunca se perdeu. Se havia o receio de que a série terminasse de forma similar ao controverso final de Game of Thrones, isso não aconteceu. Isso porque foram os irmãos que cuidaram da história durante todo o tempo, e não novos showrunners tentando moldar a narrativa às mais recentes teorias da internet.

O desfecho de Eleven é mais uma confirmação disso. Sua jornada ao lado de Hopper, seu encontro mental com Mike e até o último momento em que aparece, tudo dialoga perfeitamente com quem ela era ao chegar em Hawkins, quando explorava novos caminhos, quando conheceu Max (Sadie Sink) e descobriu que havia um mundo além do grupo de meninos. Isso mostra que a personagem amadureceu, tornando-se a heroína que, mesmo rodeada de amigos, sempre sentiu que a solidão fazia parte de sua trajetória.

Stranger Things conclui sua saga com um episódio final de mais de duas horas, permitindo que os fãs possam assistir e reassistir sempre que desejarem revisitar essa aventura. Foi uma jornada longa, que exigiu paciência para superar os intervalos, os episódios estendidos e as tramas dilatadas que o formato Netflix impõe. Mas que entregou momentos de pura diversão e amizade, inspirados nos clássicos como Os Goonies, Conta Comigo, O Clube dos Cinco… E que, certamente, deixou sua marca em uma geração.

Essa história, assim como uma boa partida de D&D, jamais poderá ser recontada da mesma maneira. Outros já tentaram replicar. E a Netflix tentará novamente. Mas Eleven, Mike, Dustin, Will, Lucas, Max e todos os outros personagens permanecerão exclusivos desta narrativa.

Avaliação do Crítico

Ótimo

Alexandre Almeida

Stranger Things 5 – Volume 3

Criado por:
Irmãos Duffer

Onde assistir:

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