Destruição Final 2 decepciona e inverte sucesso do filme anterior!

Compartilhe com seus amigos!

Sequência com Gerard Butler e Morena Baccarin leva a família Garrity a uma nova jornada

Destruição Final, estreou no Prime Video durante a pandemia de 2020, representando um bom exemplo dos filmes de catástrofe com um toque de investimento emocional na busca pela sobrevivência e visuais apocalípticos que ganharam um peso extra naquele contexto. Seis anos mais tarde, parece que o fim anunciado no título do filme não era tão definitivo, e a abordagem do diretor Ric Roman Waugh para Destruição Final 2 foi basicamente reverter a premissa do primeiro filme.

No filme original, vimos a família Garrity – liderada por John (Gerard Butler) e Allison (Morena Baccarin) – atravessando a América do Norte até a Groenlândia para se abrigar de um cometa ameaçador em um bunker. Agora, o novo filme, subtítulo “Migração”, propõe o caminho inverso. Começando no bunker, a família se aventura até a cratera do asteroide Clarke. Segundo a Dra. Amina (Amy Rose Revah), lá eles encontrariam um paraíso verde emergente graças às propriedades do meteoro, um oásis em um planeta agora devastado por tempestades radioativas.

Recomendações

A trama se desenrola com os Garritys inicialmente no bunker, revelando que Roman Griffin Davis, de Jojo Rabbit, agora interpreta o filho do casal. Logo percebemos que tremores estão comprometendo a estrutura do refúgio. Eventualmente, eles são forçados a deixar o bunker em busca de um novo santuário. O roteiro de Chris Sparling e Mitchell LaFortune coloca a família frente a uma série de desafios ilustrados por Waugh – mares agitados, milícias hostis, fragmentos de cometa e terremotos súbitos.

Infestado de coincidências e faltando em profundidade dramática, Destruição Final 2 falha em manter um ritmo interessante para sua narrativa. Alguns momentos de ação são visualmente impressionantes, como uma tempestade de meteoros causando fortes ventanias, mas o filme testa a paciência do espectador ao mostrar que, não importa o quão crítica a situação pareça, uma solução milagrosa sempre aparece no último segundo. Por exemplo, um posto militar é superado por uma multidão enfurecida justo quando John consegue convencer uma das poucas pessoas com um carro funcional a ajudá-los.

O filme constantemente tenta convencer o público da iminência do perigo, mas sempre oferece saídas fáceis e previsíveis. Mesmo com frequente menção ao risco, as pessoas decidem arriscar suas vidas após ouvirem mais um discurso emocionante de John sobre a necessidade de proteger sua família. Apesar das limitações na atuação de Griffin Davis e de uma tentativa fracassada de desenvolver um arco emocional entre pai e filho, Butler consegue segurar o interesse com uma atuação que equilibra clichês e carisma exagerado, enquanto Baccarin responde bem às exigências emocionais de seu papel.

No geral, a presença da família acaba sendo paradoxalmente prejudicial ao filme. Ninguém realmente duvida de sua sobrevivência, diferentemente do primeiro filme que, sendo um filme de destruição, tinha o charme de mostrar o caos urbano. Destruição Final 2 tenta capitalizar o interesse pelos seus personagens, mas revela cedo demais quem sobreviverá ou não, eliminando qualquer tensão que pudesse existir. A preguiça no roteiro, que recorre constantemente a soluções de último minuto, acaba por minar o impacto da história, resultando num saldo negativo para o filme.

Avaliação Crítica

Regular

Guilherme Jacobs

Artigos semelhantes

Avaliar esta publicação
Compartilhe com seus amigos!

Deixe um comentário

Share to...