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Esqueça tudo que você sabe sobre filmes de múmias ao entrar no cinema para assistir Maldição da Múmia (2026), a nova obra aterrorizante dirigida por Lee Cronin. Após elevar o nível de horror em A Morte do Demônio: A Ascensão (2023), Cronin apresenta uma versão repulsiva e explícita de outro clássico. Se em A Ascensão ele preservou o humor cáustico dos Evil Dead de Sam Raimi, mas explorou novos caminhos (ou deveríamos dizer corredores) para o horror ao levar o Necronomicon para um edifício, nesta ocasião, ele transforma a figura da múmia num puro veículo de terror.
Diferente das versões aventureiras como A Múmia (1999) com Brendan Fraser ou o fracassado filme de 2017 que tentou dar início ao Dark Universe com Tom Cruise, a decisão de voltar ao terror mais cru parece uma novidade – e se alinha com o estilo de filmes de gênero diretos e de orçamento moderado, típicos da produtora Blumhouse. Esqueça as viagens estilo Indiana Jones entre pirâmides no Egito e museus na Inglaterra; o que fica é a essência do filme de criatura, tal qual a Múmia dos tempos áureos dos monstros da Universal, ao lado de Drácula e Frankenstein. Com um escopo mais limitado e a missão de fazer seu A Morte do Demônio parecer menos sangrento, Maldição da Múmia é, antes de tudo, um ajuste de rota.
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O cenário do Egito é crucial e dá início à trama. É lá que Charlie e Larissa Cannon (Jack Reynor e Laia Costa) residem quando Katie (Natalie Grace), a filha do meio, some. Oito anos mais tarde, ele, agora um correspondente internacional, e ela, uma enfermeira, vivem no Novo México (EUA) com a mãe de Larissa, Carmen (Verónica Falcón), e seus outros dois filhos: Sebastían (Shylo Molina) e Maud (Billie Roy), que nasceu pouco após o desaparecimento de Katie. No deserto americano, muito distinto daquele que deixaram na África, os Cannon recebem a chamada tão esperada: Katie está viva e foi encontrada dentro de um sarcófago.
Mesmo vindo de outro estúdio (Warner Bros., enquanto os filmes com Fraser – que retornam em 2028 – são da Universal), há um toque de independência, tanto em termos de franquia quanto de abordagem. A proposta de Maldição da Múmia é levar ao extremo um conceito intrínseco à mumificação: a decomposição. Embora possa ser exagerado classificá-lo como um filme de terror corporal, Cronin se aventura ao criar horror a partir do corpo da múmia – como a queda de cabelo, o crescimento das unhas, o palidecer da pele, e assim por diante. Se mumificar alguém retarda os efeitos da natureza no cadáver, então desenrolar essa pessoa não traz nada bom.
Quando Katie chega ao Novo México, Maldição da Múmia encontra seu ritmo, um que é tanto bem-vindo quanto excessivamente familiar, e só saímos da residência dos Cannon para acompanhar a investigação da detetive egípcia interpretada por May Calamawy, que ainda tenta desvendar o ocorrido com Katie. O filme se torna, essencialmente, um filme de casa assombrada, onde a assombração não está nas paredes, mas em uma garota. Cronin gradualmente revela a mitologia que criou para sua versão de A Múmia, enquanto testa nossa capacidade de continuar olhando para a tela.
Sem dúvidas, Katie, e o que pode ser feito com seu corpo após tanto tempo mumificado, é o principal elemento de terror. A jovem Natalie Grace, com uma atuação que a coloca entre as crianças mais assustadoras do cinema, é a escolha perfeita para Cronin criar cenas que provocam repulsa e náusea. O diretor se desafia a cada cena, encontrando na atriz a parceira ideal para elaborar momentos cada vez mais nojentos e assustadores. É particularmente eficaz observar Katie manter uma expressão neutra, ou até um sorriso sinistro, enquanto realiza as maiores atrocidades imagináveis.
Curiosamente, porém, o que é um grande mérito de Maldição da Múmia acaba também sendo seu maior problema. Sem entrar em detalhes que possam revelar spoilers, quando Cronin finalmente oferece explicações concretas sobre o mal que acometeu Katie, o filme se aproxima perigosamente de um típico filme de possessão. As particularidades da maldição e por que Katie foi a escolhida são interessantes, mas a interação dela com outros personagens tende ao genérico. Sim, ela foi mumificada, mas não seria muito diferente se estivesse possuída por Pazuzu. Entre vozes estranhas e ideias demoníacas, Maldição da Múmia foca mais na primeira parte de seu título, o que prejudica especialmente os personagens secundários.
Desde os irmãos assustados até os pais desesperados para salvar a filha, passando pela policial que investiga o caso e se depara com algo totalmente inesperado, é fácil ficar com a sensação de “eu já vi esse filme”. No entanto, para o bem de Maldição da Múmia, nenhuma das comparações que surgem na mente deve envolver outras versões deste monstro.
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Acabamos vendo um belo exemplo de “parecido, mas diferente“. Ou seja, já vimos algo semelhante, mas nunca envolvendo A Múmia. Apesar de seria ideal que Cronin explorasse mais as peculiaridades que diferenciam esse monstro de outras figuras já exploradas pelo cinema de terror, Maldição da Múmia é eficaz em seu impacto imediato e físico. A reação é involuntária e inevitável. Será interessante ver como o filme será lembrado, e o quanto ele permanecerá na mente dos espectadores após as luzes do cinema se acenderem, mas enquanto estamos no escuro, ele captura totalmente nossa atenção.
Maldição da Múmia estreou nos cinemas brasileiros em 16 de abril.
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Especialista em mídia digital e televisão, Alba Baptista traz uma expertise detalhada para a categoria “TV” do VCFAZ.TV. Natural de Lisboa, ela explora as últimas tendências em programação televisiva, oferecendo críticas e análises que capturam e informam os entusiastas da TV.