007: First Light revela o futuro dos filmes de James Bond! Descubra agora!

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Agente mais jovem e “realismo elevado” – será que é isso que veremos na tela grande também?

Desde fevereiro do ano passado, a Amazon MGM Studios investiu US$ 1 bilhão para adquirir dos produtores Barbara Broccoli e Michael G. Wilson o controle criativo da franquia 007. Desde então, os admiradores de James Bond aguardam ansiosos para descobrir que rumos o espião britânico tomará nas telonas.

Já está confirmado que Steven Knight (Peaky Blinders) será o roteirista, e Denis Villeneuve (Duna) o diretor do próximo filme de Bond. Mas que tipo de Bond será retratado, e que trama ele irá desvendar? Apenas o tempo poderá nos dizer. No entanto, 007: First Light oferece algumas pistas.

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Quem criou 007: First Light?

É crucial notar que a Amazon MGM Studios não participou da produção de First Light. A aquisição dos direitos criativos de 007 pela Amazon significou que a empresa passou a ter um papel supervisionador que antes era exercido pela Eon, companhia de Broccoli e Wilson. No entanto, naquela época – 15 meses antes do lançamento – a maior parte das decisões criativas de First Light já havia sido definida.

A produção de um videogame é notoriamente mais longa que a de um filme ou série de TV. First Light está sendo desenvolvido desde pelo menos 2020, um ano antes da estreia de 007: Sem Tempo Para Morrer, o último filme de Daniel Craig como Bond, e também o último sob a direção da Eon.

A produção de First Light foi anunciada pela IO Interactive nessa data, e desde então o jogo tornou-se o principal projeto da equipe após o lançamento de Hitman 3 (2021). O mais fascinante é observar que, desde o início, First Light parece estar alinhado com as expectativas para o Bond sob a égide da Amazon.

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Como é o James Bond de 007: First Light?

Conforme amplamente divulgado antes e após o lançamento do jogo, First Light acompanha Bond em sua primeira missão pelo MI6, incluindo seu treinamento como agente. É a versão mais jovem de Bond em termos de cronologia ficcional já apresentada em qualquer mídia do personagem criado por Ian Fleming nos anos 1950.

Ainda imaturo e impulsivo, sendo tanto elogiado quanto criticado por suas habilidades de improvisação, este é um Bond onde a energia e desenvoltura superam a elegância. É um 007 que ainda está aprendendo a lidar com situações adversas – brilhante, porém não totalmente seguro.

Para um jogo, ele é o protagonista ideal. A mídia, especialmente dentro do gênero de ação com elementos de stealth e combate, prospera ao colocar o jogador no controle de um personagem que traz um certo grau de perigo. A sensação de sempre saber o que fazer a seguir não é tão emocionante.

Muitos jogos de Bond antes desse focavam apenas nos aspectos superficiais do personagem: o martíni, o terno, a bondgirl. Queremos ir além, explorando Bond como um jovem no início de sua jornada para se tornar o 007 que conhecemos. Como seria esse caminho? Para destacar suas qualidades, ele precisa enfrentar desafios verdadeiramente difíceis”, explicou o diretor de narrativa do jogo, Martin Emborg, em entrevista ao Deadline.

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007: First Light vai se conectar com os filmes?

Há rumores desde a era da Eon de que o próximo Bond seria mais jovem do que o usual. Com exceção de George Lazenby (o Bond menos popular que fez um único filme em 1969), todos os 007 começaram sua trajetória na franquia após os 30 anos de idade. Portanto, a ideia de um Bond na casa dos vinte, potencialmente em suas primeiras missões, é uma novidade.

First Light apresenta o ator irlandês Patrick Gibson, que tinha 25 anos no início da produção do jogo, como Bond. Conhecido por séries como The OA, Sombra e Ossos e Dexter: Pecado Original, Gibson seria uma escolha interessante para um Bond nos cinemas, considerando o histórico da franquia. Pierce Brosnan também era irlandês, e Gibson tem um rosto conhecido, mas não tão famoso a ponto de comprometer sua carreira ao se vincular a 007 por uma década ou mais.

No entanto, sua participação em First Light pode ser um ponto fraco para sua escolha como o espião nas telonas. Isso porque, efetivamente, o jogo é uma narrativa separada dos filmes, mesmo dos futuros produzidos pela Amazon.

O CEO da IO, Hakan Abrak, enfatizou essa separação em uma das primeiras entrevistas detalhadas sobre o jogo [para o Eurogamer, em 2023]: “Não estamos simplesmente transformando um filme em jogo, não estamos tentando replicar Daniel Craig ou qualquer outro ator que interpretou Bond. É uma história de origem, algo novo e único, que os fãs de jogos podem chamar de seu”.

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Como 007: First Light pode influenciar os filmes?

Embora não haja uma conexão direta na narrativa, 007: First Light pode indicar o caminho que Bond seguirá nos cinemas, especialmente se o jogo for um sucesso, como esperado.

Por exemplo, em sua entrevista ao Deadline, Martin Emborg mencionou várias vezes o foco da IO Interactive em criar um senso de “realismo elevado” para o jogo. Essa expressão, que soa como uma diretriz corporativa, alinha-se perfeitamente com o que se espera de Steven Knight e Denis Villeneuve, os profissionais contratados pela Amazon para liderar o projeto 007.

A ideia nos bastidores pode ser essa: aproveitar todas as tradições clássicas de um Bond astuto e charmoso, sem alienar os fãs mais antigos que se incomodariam se 007 não dirigisse um Aston-Martin ou pedisse seu martíni de forma incorreta, mas também apresentá-lo à geração que cresceu com Bourne e o MCU. “Realismo elevado” pode ser interpretado como “o melhor de dois mundos” para os executivos.

Além disso, o Bond que descrevemos anteriormente (mais energia do que elegância, brilhante mas perigoso) é imediatamente atraente para o tipo de cinema de ação contemporâneo de apelo massivo que a Amazon certamente deseja construir com a franquia. É seguro apostar, portanto, que o próximo filme de Bond será muito próximo de 007: First Light, mesmo que não seja uma continuação direta.

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