Mark Ruffalo nega acusação de antissemitismo da Paramount

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Mark Ruffalo negou acusações de antissemitismo da Paramount Skydance após a empresa chamar seus comentários contra a fusão com a Warner Bros. Discovery de “invocação de estereótipos antissemitas”. O ator chamou a acusação de “apavorante e fundamentalmente desonesta” em comunicado publicado no sábado.

A disputa começou quando Ruffalo compartilhou um vídeo da executiva da Oracle, Safra Catz, descrevendo como a empresa forneceu tecnologia ao exército israelense. Ruffalo conectou a empresa de Larry Ellison — que financia a aquisição de US$ 111 bilhões da Paramount pela Warner Bros. — ao conflito em Gaza, acusando-a de estar “envolvida em crimes de guerra e crimes contra a humanidade”.

Em sua resposta, Ruffalo argumentou que criticar as ações de líderes políticos, contratos militares e executivos que os fornecem não é o mesmo que criticar judeus. “Minhas opiniões nunca devem ser interpretadas como hostilidade em relação ao povo judeu, por quem tenho profundo amor e respeito”, escreveu o ator, citando amigos e colegas judeus que moldaram sua carreira.

A stark divided frame showing a corporate boardroom chair in shadow on one side and a glowing digital network pattern on the other, symbolizing corporate power and technological control

Ruffalo enfatizou que a fusão “tem consequências reais para pessoas reais e para todo o país”. Ele argumentou que examinar os Ellisons e os negócios da Oracle, construídos sobre dados, tecnologia de vigilância e contratos governamentais, é “justo e necessário” diante da ameaça à liberdade editorial e perda de empregos para milhares de famílias.

A Paramount respondeu dizendo estar “preocupada quando estereótipos antissemitas são invocados em pretensão de uma disputa comercial”, afirmando que palavras como “genocídio” e “apartheid” aplicadas a uma transação corporativa “vão longe demais”. A empresa declarou não tolerar “nenhum tipo de preconceito contra ninguém”.

A microphone on an empty corporate stage under a single spotlight, with shadows stretching across polished marble, evoking silenced speech and power dynamics

O Simon Wiesenthal Center, uma organização de direitos humanos pró-Israel, apoiou a posição da Paramount. Seu CEO, Jim Berk, elogiou a empresa por “falar claramente e recusar permitir que preconceito se disfarce de crítica política ou corporativa”. A organização afirmou que os comentários de Ruffalo refletem “retórica extremista e antissemita”.

Ruffalo tem sido crítico vocal da conduta militar de Israel em Gaza há anos. Em 2021, ele pediu desculpas por posts sugerindo que Israel comete genocídio, chamando a caracterização de imprecisa e inflamatória. Desde então, sua crítica a Israel se tornou mais incisiva, especialmente após um relatório de 2025 da ONU que concluiu que Israel comete genocídio contra palestinos em Gaza.

A fusão de US$ 111 bilhões permanece em suspenso enquanto um juiz federal considera uma ação judicial de promotores-gerais de vários estados que a contestam por motivos antitruste. Ruffalo tem se oposto à aquisição desde maio, quando ajudou a organizar uma carta aberta assinada por mais de 5 mil pessoas pedindo o bloqueio da transação, alegando que ameaçaria a sustentabilidade de toda a comunidade criativa.

Fontes

  • Deadline — Declaração completa de Ruffalo negando acusações de antissemitismo e contexto da disputa
  • NBC News — Detalhes sobre o post do BDS, resposta da Paramount e reações de organizações pró-Israel
  • The Hollywood Reporter — Reação do Simon Wiesenthal Center aos comentários de Ruffalo
  • PBS NewsHour — Contexto sobre a fusão de US$ 111 bilhões e posição de David Ellison

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