Descubra como “Falando a Real” se transformou na 3ª temporada: Da tempestade à bonança!

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A série continua se desenvolvendo mantendo a harmonia entre drama e comédia

“Após a tempestade, vem a bonança” é um provérbio que sugere um período de tranquilidade após momentos de adversidade. Embora possa parecer um clichê na vida cotidiana, essa expressão descreve perfeitamente a terceira temporada de Falando a Real (Shrinking), uma comédia dramática que conquistou o público no Apple TV. Se nas temporadas anteriores vimos o personagem principal, Jimmy (Jason Segel), enfrentando as primeiras etapas do luto, esta nova temporada explora o que acontece após a diminuição dessa dor intensa e como seguimos em frente após juntar os pedaços que sobraram para continuar vivendo.

A terceira temporada pode ser vista como um período de calmaria para Jimmy, já que, depois de perdoar Louis (Brett Goldstein) pela morte de sua esposa, o acompanhamos tentando recomeçar sua vida. Embora a falta de Tia (Lilan Bowden) ainda o afete, o psicólogo agora consegue olhar mais para o futuro do que para o passado – mostrando um claro desenvolvimento em relação ao estado em que o encontramos no começo da série. Respeitando o tempo de Jimmy e evitando a estagnação do personagem, Falando a Real mostra uma maturidade narrativa rara em outras produções.

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A evolução também é evidente na trajetória de quase todos os personagens da nova temporada. Paul (Harrison Ford) luta para se adaptar à nova realidade com o avanço do Parkinson afetando sua vida profissional; Alice (Lukita Maxwell), menos impactada pelo luto pela morte de Tia do que seu pai, precisa decidir se permanece na cidade ou se vai para a faculdade em outro estado; Brian (Michael Urie) se aproxima cada vez mais da realidade da paternidade; Gabby (Jessica Williams) enfrenta desafios profissionais e pessoais, enquanto Liz (Christa Miller) e Derek (Ted McGinley) são confrontados com a possibilidade de que suas atitudes influenciam diretamente a maneira como seus filhos enfrentam a vida.

Entre todos os personagens principais, Sean (Luke Tennie) parece ser o único que estagnou. Após superar o estresse pós-traumático de seu tempo no exército e resolver suas questões com o pai, o jovem parece apenas orbitar em torno dos amigos, mesmo com a aparição de um novo interesse amoroso e uma nova oportunidade profissional. No entanto, isso só se torna evidente devido ao crescimento notável dos outros personagens, cujas jornadas avançam de forma natural – como a vida deveria ser.

Harrison Ford novamente se destaca como o ponto alto do elenco, demonstrando estar em total sintonia com a evolução de Paul. Gradualmente, o veterano se torna o elo que conecta todos ao seu redor, de diferentes maneiras e com diferentes impactos, quase como uma preparação para quando sua doença estiver totalmente sob controle. Se Jimmy busca retomar o controle de sua vida após o luto, Paul organiza seus passos para o final de sua jornada, visando uma despedida que, embora ainda não pareça iminente, já é dolorosa apenas por estar no horizonte.

É por isso – e muito mais – que a maior virtude da série continua sendo o equilíbrio quase perfeito entre drama e comédia. Dois de seus criadores – Bill Lawrence e Brett Goldstein – já haviam provado ser mestres nesta fórmula com Ted Lasso, mas é em Falando a Real que eles alcançam a excelência. A série não apenas aborda as dores da vida para além do luto de Jimmy, mas trata cada mudança, escolha e renúncia como um evento catalisador na vida de seus personagens, por menor que seja. E, como na vida, ainda encontramos momentos para rir como se não houvesse amanhã.

A terceira temporada da série está sendo exibida no Apple TV e continuará recebendo novos episódios até 8 de abril.

Avaliação do Crítico

Excelente!

André Zuliani

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