Descubra por que Lilo & Stitch é um sucesso excepcional entre os live-actions da Disney!

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O filme celebra a animação de 2002 e expande a narrativa

No início dos anos 2000, após um período de grandes sucessos com títulos como A Pequena Sereia, A Bela e a Fera e Aladdin, os Walt Disney Studios decidiram inovar em suas produções. Influenciados pelos primeiros passos da Pixar e da Dreamworks, o estúdio optou por explorar além dos contos de princesas e adentrar no mundo das animações em 3D, deixando o tradicional 2D para trás.

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Essa mudança resultou em algumas das animações mais inovadoras e divertidas da Disney, embora algumas tenham sido mais esquecidas, como A Nova Onda do Imperador, Irmão Urso e Atlântida: O Império Perdido. No entanto, uma obra que realmente se destacou foi Lilo & Stitch.

O encanto de seus personagens principais e uma trama direcionada ao público infantil com um dos personagens mais adoráveis já criados asseguraram a popularidade contínua da animação de 2002, que segue vendendo produtos licenciados como se tivesse sido lançada recentemente, mesmo após 23 anos.

A ideia de criar um remake em live-action desse filme era apenas uma questão de tempo. Originalmente previsto apenas para o Disney+, Lilo & Stitch acabou ganhando uma estreia nos cinemas brasileiros em 22 de maio, honrando a essência do que fez a animação ser um sucesso nos anos 2000.

Conhecemos bem a história: Lilo (Maia Kealoha) e Nani (Sydney Agudong) perderam recentemente seus pais e a irmã mais velha luta para manter a guarda de Lilo. A vida delas muda ao adotarem um “cachorrinho”, que na verdade é um alienígena procurado pela Confederação Intergaláctica. O live-action ganha profundidade ao explorar mais a relação entre as irmãs.

Na nova versão, percebemos que Nani é apenas uma adolescente sob grande pressão. Ela ganha novas nuances ao revelar que abandonou o sonho de estudar biologia marinha e sua paixão pelo surfe para não deixar a irmã sozinha. No live-action, elas também interagem com uma nova assistente social, a Sra. Kekoa (Tia Carrere, a voz original de Nani), que demonstra empatia pelo caso das irmãs, adicionando uma camada de realismo e tragédia à história.

A relação entre Agudong e Kealoha é palpável, trazendo a dinâmica fraterna desde as discussões até o sofrimento pela separação. Maia Kealoha parece ter nascido para interpretar Lilo, capturando a desobediência e teimosia da personagem com um charme natural, mantendo o encanto mesmo nos momentos mais dramáticos.

Essencial para o sucesso da adaptação é um Stitch (Chris Sanders) convincente. Sua presença em cena é uma delícia, com a Disney se esforçando para torná-lo extremamente adorável através de um CGI de alta qualidade, que acerta em cheio nas expressões, movimentos e texturas do personagem, equilibrando bem com o roteiro que coloca Lilo e Stitch lado a lado.

O roteiro adaptado por Chris Kekaniokalani Bright e Mike Van Waes ressalta que, apesar de serem seres diferentes, os protagonistas compartilham um sentimento inicial de solidão e a sensação de não pertencerem a nenhum lugar, encontrando um no outro a companhia que complementa suas existências. Isso fortalece o vínculo entre eles, tornando o final ainda mais impactante e emocionante.

Embora o núcleo alienígena possa ser o ponto fraco do live-action, com os esforços de efeitos visuais concentrados no Stitch, a caracterização de Jumba (Zach Galifianakis) e Pleakley (Billy Magnussen), apesar de fiéis ao original, não é tão agradável. Felizmente, o filme utiliza uma nova tecnologia para disfarçá-los de humanos na maior parte da narrativa terrestre.

Ainda assim, a dinâmica entre Jumba e Pleakley parece faltar algo. Billy Magnussen traz uma deliciosa ingenuidade a Pleakley, mas Galifianakis parece não se divertir tanto no papel. Apesar desses pequenos deslizes, eles são tão pontuais e sutis que não chegam a prejudicar o resultado final do filme. Com um Stitch encantador do início ao fim, uma Lilo extremamente carismática e um equilíbrio perfeito entre humor e emoção, o live-action é um dos poucos acertos da Disney no gênero. É uma sorte que não tenha ficado restrito ao Disney+.

Nota do Crítico





Ótimo

Lilo e Stitch

Lilo & Stitch

Ano:
2025

Duração:
108 min

Onde assistir:

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