Um conceito promissor que nunca foi totalmente explorado
A introdução do multiverso em Dragon Ball Super abriu infinitas possibilidades narrativas. Com a chegada de Beerus e Whis, seguida pela descoberta gradual de outros universos povoados por deuses e guerreiros poderosos, tudo parecia possível. O Torneio dos Destruidores, o arco Black Goku e, acima de tudo, o Torneio do Poder lançaram perfeitamente as bases para uma história verdadeiramente multiversal. No entanto, essa promessa não foi cumprida em sua maior parte.
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O inexplicável abandono do multiverso
Após o Torneio do Poder, a série DBS estranhamente abandonou o conceito do multiverso. Seja no filme do Broly, no arco do Moro, no arco da Granola ou no Super Hero, todas as aventuras foram confinadas exclusivamente ao Universo 7.
Essa regressão narrativa é ainda mais incompreensível, uma vez que explorar os outros universos parecia ser o próximo passo lógico após a introdução de tantos personagens fascinantes e universos paralelos.
O encontro perdido com outros universos
A ausência total de exploração dos outros universos por sete anos é uma grande oportunidade perdida. Os quatro universos mais poderosos, isentos do Torneio do Poder, nunca foram mostrados. Personagens intrigantes de outros universos não foram desenvolvidos.
Essa narrativa sem brilho impede que Dragon Ball Super se destaque da multidão e renove verdadeiramente a saga, mantendo-a em um estado de relativa estagnação criativa.
Black Freezer: um sintoma de regressão
A introdução do Black Freezer como o próximo grande antagonista ilustra perfeitamente essa relutância em explorar o multiverso. Em vez de apresentar um novo vilão de outro universo, a série prefere reciclar um antagonista conhecido.
Embora o personagem seja intrigante, essa escolha mostra uma falta de ambição criativa e uma incapacidade de sair da zona de conforto narrativa estabelecida há décadas.
O que Dragon Ball Super deveria ter feito
Para explorar totalmente o conceito de multiverso, a DBS deveria ter se inspirado em obras como Spider-Man: Into the Spider-Verse, Everything Everywhere All at Once ou até mesmo no mangá de fãs Dragon Ball Multiverse.
Essas obras fizeram um uso brilhante do conceito, oferecendo versões alternativas dos personagens, explorando universos diferentes e orquestrando interações significativas entre esses mundos paralelos.
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Conclusão
Esse erro estratégico priva Dragon Ball Super de um formidável playground narrativo. O multiverso poderia ter dado nova vida à saga, introduzindo novos personagens, oferecendo versões alternativas fascinantes dos heróis que conhecemos e explorando novos temas.
Em vez disso, DAIMA confirma essa tendência ao evocar o multiverso sem realmente fazer nada com ele, ilustrando uma oportunidade perdida de renovar completamente uma das franquias mais populares da cultura do mangá.
Fonte: Hitek
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Rogerio Samora é um veterano do jornalismo cultural, focando seu talento na categoria “Tendencia” do VCFAZ.TV. Baseado em Brasília, ele decifra as tendências emergentes no mundo do entretenimento, trazendo aos leitores perspectivas únicas sobre o que molda os gostos e preferências do público.