Regé-Jean Page e Halle Bailey brilham em nova comédia romântica nos cinemas
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O conceito de Eu e Você na Toscana já parecia atrativo desde o princípio: uma comédia romântica estrelada por dois atores talentosos, com uma dinâmica de ‘inimigos que se apaixonam’, envolta pelas paisagens, vinhos e massas do encantador cenário italiano. É uma fórmula que foi maravilhosamente explorada em Sob o Sol da Toscana em 2003 e repetida com charme em Cartas Para Julieta em 2010.
Entretanto, o roteiro de Ryan Engle e Kristin Engle exagera nas doses de comédia, resultando em cenas que por vezes se tornam quase ridículas.
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A narrativa segue Anna (Halle Bailey), uma jovem que abandona seu sonho de se tornar uma chef para cuidar da mãe em seus últimos dias e, após o falecimento dela, se vê perdida. Sua vida toma um novo rumo quando ela encontra por acaso um italiano que menciona possuir uma vila desocupada na Toscana.
Por um impulso, Anna compra uma passagem para a Itália e termina na vila de Matteo… sem ele por perto. Logo, ela é descoberta pela família do rapaz e, em um momento de pânico, mente dizendo que é sua noiva. A mentira, no entanto, se torna cada vez mais complicada de manter à medida que ela se aproxima do primo dele, Michael (Regé-Jean Page).
Tramas que giram em torno de uma mentira geralmente são complexas de sustentar e, em Eu e Você na Toscana, isso é ainda mais evidente. Anna tem várias oportunidades de revelar a verdade antes que o suposto noivo apareça, mas sempre é interrompida por algum imprevisto simples. A situação é frustrante, especialmente porque os personagens secundários são muito amáveis para serem enganados dessa maneira.
O filme de Kat Coiro (Case Comigo) destaca-se no tratamento de seus personagens secundários. É fácil se encantar pela calorosa mãe, primos e tios de Matteo (Lorenzo de Moor). Lorenzo (Marco Calvani), o motorista que auxilia Anna em sua jornada, também é um ponto alto, oferecendo conselhos sábios e momentos de comédia genuína.
Contudo, é na interação entre os protagonistas que a comédia romântica realmente funciona. Regé-Jean Page exibe um charme natural que é amplificado pelo seu jeito descompromissado inicial. Halle Bailey, por sua vez, transborda doçura e simpatia. Após superarem um desentendimento inicial sobre comida, os dois se conectam através das perdas e paixões compartilhadas, tornando natural a torcida para que fiquem juntos.
Quando os erros de gravação e as cenas extras começam a ser exibidos nos créditos finais, há quase uma sensação de que Eu e Você na Toscana poderia se firmar como um clássico das comédias românticas dos anos 2000. Se ao menos o roteiro tivesse sido mais refinado antes das filmagens…
Avaliação Crítica
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Especialista em mídia digital e televisão, Alba Baptista traz uma expertise detalhada para a categoria “TV” do VCFAZ.TV. Natural de Lisboa, ela explora as últimas tendências em programação televisiva, oferecendo críticas e análises que capturam e informam os entusiastas da TV.