Mortal Kombat 2 supera expectativas com violência épica que fãs desejavam!

Compartilhe com seus amigos!

Despreocupada e empolgante, a sequência supera as falhas do primeiro filme e encontra o tom certo para Karl Urban brilhar sem repetições.

É difícil compreender por que Mortal Kombat, uma franquia com mais de três décadas e uma centena de personagens, sentiu a necessidade de introduzir um novo herói desconhecido no reboot cinematográfico de 2021. No meio desse enredo, tentaram conectar Cole Young (Lewis Tan) à ancestralidade de Hanzo Hasashi, o Scorpion, apresentando-o como uma das poucas esperanças dos humanos contra as forças da Exoterra. Afortunadamente, Mortal Kombat 2 corrige esses equívocos com uma simplicidade admirável e apresenta o que os admiradores realmente querem ver: lutas intensas, sangue, elementos fantásticos e seus personagens prediletos em destaque.

O roteirista Jeremy Slater traz à frente da narrativa de Mortal Kombat 2 dois personagens icônicos. A primeira é Kitana (Adeline Rudolph), que observa seu reino ser oprimido por Shao Kahn (Marty Ford) e se vê obrigada a participar do torneio ao lado do vilão para confrontar as forças de Lorde Raiden (Tadanobu Asano). O segundo é Johnny Cage (Karl Urban), um favorito dos fãs do jogo, que se encontra em decadência após um período de sucesso e é compelido a se unir ao grupo que inclui Sonya Blade (Jessica McNamee), Jax (Mehcad Brooks), Liu Kang (Ludi Lin) e Cole Young (Lewis Tan).

Logo que estes elementos são estabelecidos — e isso não leva mais do que 20 minutos —, MK2 lança o espectador em uma sequência de cenas que combina a abordagem exagerada do filme de 1995 com uma abundância de fanservice, garantindo um sorriso nos lábios dos aficionados pelo videogame durante toda a exibição. Cenários, trajes, golpes e fatalities são exibidos sem qualquer receio ou pudor, representando fielmente a essência da franquia, algo que o filme de 2021 tentava esquivar-se ou, pior, parecia buscar um tom mais realista. A luta marcante entre Liu Kang e Kung Lao no novo filme é uma prova de que Mortal Kombat deve ser um espetáculo que combine artes marciais, violência e um certo exagero dramático.

Karl Urban compreende isso muito bem. O ator se distancia de William Butcher, de The Boys, e entrega uma performance que mescla o protagonista da série da Prime Video com sua interpretação do Dr. McCoy na nova versão de Star Trek. Cage exibe a arrogância necessária para nos convencer de que ele foi uma estrela e que, como uma verdadeira caricatura de Hollywood, nunca deixará de acreditar que esse é o seu verdadeiro poder. Simultaneamente, ele transmite a estranheza de adentrar o mundo da Exoterra e os medos humanos que surgem ao enfrentar um leque com lâminas ou criaturas estranhas. O confronto entre Cage e Baraka (CJ Bloomfield) é um dos pontos altos de todos os filmes de MK.

Em contrapartida, temos Kitana, que representa a face mais séria da história. Shao Kahn é um vilão sem espaço para gracejos, que elimina qualquer um e recorre à violência como a solução mais simples para qualquer problema. Isso coloca a princesa em uma situação de maior risco e Adeline Rudolph, ao lado de Tati Gabrielle, que interpreta Jade, consegue transmitir essa gravidade sem parecer antipática. Esse equilíbrio entre os protagonistas é crucial para o sucesso do filme e para evitar a falta de harmonia presente no trabalho anterior. Curiosamente, o melhor elemento do filme anterior, o Scorpion de Hiroyuki Sanada, parece deslocado na sequência, tornando-se um elemento forçado na trama dos protagonistas para destruir o amuleto de Shinnok.

Com uma atmosfera que remete a um carnaval repleto de sangue e frases de impacto, Mortal Kombat 2 é tão divertido quanto um encontro de amigos para jogar o famoso game criado por Ed Boon e John Tobias, e possui a despretensão necessária, fugindo de uma seriedade que nunca lhe foi característica.

Nota do Crítico

Ótimo
Alexandre Almeida

Artigos semelhantes

Avaliar esta publicação
Compartilhe com seus amigos!

Deixe um comentário

Share to...