Dragon Ball não faz parte dos Big Three
Ao contrário do que muitos brasileiros acreditam, Dragon Ball de Akira Toriyama nunca integrou os Big Three. Esta confusão revela a admiração dos fãs pela obra que inspirou todo o shonen moderno.
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Dragon Ball é mais o “pai” inspirador dos Big Three que um de seus membros. Os fãs que o incluem frequentemente omitem Bleach, confirmando ironicamente sua posição de menos popular do trio.
Os episódios fillers não estragam a experiência
Naruto, One Piece e Bleach são repletos de episódios fillers, diferente dos animes modernos como Demon Slayer. Esses conteúdos adicionais podem parecer desanimadores para novos espectadores que buscam eficiência narrativa.
Contudo, esses fillers não arruínam a experiência global. Existem guias para evitá-los, mas espectadores curiosos também podem apreciá-los sem comprometer seu prazer de assistir.
Esses animes não envelheceram mal
Apenas alguns elementos realmente datam nos Big Three, especialmente o fan-service gratuito. As técnicas de Naruto ou a perversidade de certos personagens podem parecer deslocadas hoje.
Suas mensagens inspiradoras sobre a condição humana permanecem perfeitamente atuais. Essas obras continuam ressoando junto às novas gerações brasileiras apesar de seus aspectos às vezes ultrapassados.
A composição do trio não é debatível
A formação dos Big Three não é questão de opinião pessoal dos fãs. Foi estabelecida segundo critérios objetivos: vendas, influência cultural e popularização do anime no Ocidente.
Os fãs podem criar seu próprio “Big Three” pessoal, mas isso permanece subjetivo. Mesmo uma maioria querendo substituir Bleach não mudaria a composição oficial histórica estabelecida.
Nenhum equivalente moderno existe realmente
Os fãs brasileiros frequentemente buscam os novos Big Three entre Demon Slayer, Jujutsu Kaisen ou Attack on Titan. Esses títulos são excelentes mas evoluem num contexto completamente diferente.
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Como o anime já é mainstream hoje, nenhum trio pode reproduzir o feito dos Big Three. A concorrência atual é mais equilibrada que na época de sua dominação absoluta.
Eles não são objetivamente os melhores
Os Big Three dominavam sua época sem serem factualmente superiores a toda concorrência existente. Fullmetal Alchemist: Brotherhood ou Gintama ainda rivalizam hoje nos rankings mundiais.
Nenhum anime pode ser objetivamente “o melhor” de todos. Os Big Three merecem seu status histórico sem representar necessariamente um pico insuperável do medium.
A concorrência já existia na época
Hunter x Hunter e Fullmetal Alchemist constituíam séria concorrência para os Big Three brasileiros. A diferença de popularidade era menor que os fãs atuais imaginam.
Esses rivais provavam que a dominação dos Big Three não era absoluta. Eles reinavam sobre sua época tendo que constantemente defender sua posição contra excelentes concorrentes.
Eles dominavam apenas o Shonen Jump
Os Big Three controlavam a Weekly Shonen Jump, não todo o mercado shonen japonês. Outras revistas como Shonen Magazine ou Sunday ofereciam seus próprios sucessos.
Os fãs brasileiros frequentemente desconhecem essa fragmentação do mercado japonês. A dominação dos Big Three concernia principalmente sua revista de origem, não a indústria inteira.
O conceito vem do Ocidente
Paradoxalmente, a denominação “Big Three” é mais ocidental que japonesa mesmo. Esta designação reflete seu impacto particular na popularização do anime no Ocidente e Brasil.
No Japão, esses três títulos são populares sem formar necessariamente um trio específico. O Ocidente criou essa categorização reconhecendo seu papel na expansão internacional do medium.
Eles não são obrigatórios para fãs
Nenhuma obrigação existe de assistir os Big Three para ser um “verdadeiro” fã de anime. Esta pressão social é infundada e contraproducente para receber novos espectadores brasileiros.
Conhecer sua existência e importância cultural já basta amplamente. Assisti-los permanece uma escolha pessoal, como qualquer outro anime, sem julgamento de valor sobre preferências individuais.
Conclusão
Os Big Three marcaram a história do anime sem serem perfeitos ou insuperáveis. Sua influência cultural é inegável, mas os mitos ao seu redor podem distorcer a percepção dos espectadores brasileiros. Compreender seu verdadeiro lugar no ecossistema anime permite apreciar seu legado sem idolatria excessiva. Naruto, One Piece e Bleach permanecem obras notáveis que definiram uma época, coexistindo com outras obras-primas do gênero.
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Rogerio Samora é um veterano do jornalismo cultural, focando seu talento na categoria “Tendencia” do VCFAZ.TV. Baseado em Brasília, ele decifra as tendências emergentes no mundo do entretenimento, trazendo aos leitores perspectivas únicas sobre o que molda os gostos e preferências do público.