Filho de Paulo Gracindo, Gracindo Jr. morre aos 83 anos no Rio

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O ator e diretor Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira, 1º de setembro, aos 83 anos, em sua casa no Rio de Janeiro. Filho do lendário ator Paulo Gracindo, Gracindo Jr. construiu uma carreira de mais de cinco décadas no rádio, teatro, televisão e cinema, deixando um legado marcante na dramaturgia brasileira.

Nascido Epaminondas Xavier Gracindo em 21 de maio de 1943, ele iniciou sua trajetória profissional aos 15 anos, em 1959, quando fez um teste para a Rádio Nacional, onde trabalhou como ator, redator e disc-jóquei. Seu pai, Paulo Gracindo, já era uma figura consagrada na emissora como galã de radionovelas.

A vintage radio microphone in dim studio lighting, suggesting the golden age of Brazilian radio drama in the 1950s-60s.

Na década de 1960, Gracindo Jr. estreou nos palcos, participando da montagem de “A Escada” no início daquela década. Seu grande salto veio em 1965, quando integrou o elenco da TV Globo desde sua inauguração, participando de programas e novelas que marcaram a história da emissora nos primeiros anos.

Como ator, Gracindo Jr. ganhou reconhecimento por seus papéis em telenovelas clássicas. Em 1973, atuou ao lado de seu pai na novela “O Bem-Amado”, de Dias Gomes, um momento raro de trabalho conjunto entre pai e filho. Também participou de produções como “O Casarão”, “Rosinha do Sobrado”, “Padre Tião” e “Celebridade”, entre muitas outras, construindo um repertório extenso que atravessou décadas.

Além da atuação, Gracindo Jr. se consagrou como diretor de televisão. Trabalhou como supervisor de novelas a partir de 1978 e dirigiu produções de grande destaque, incluindo a novela “Marron-Glacé” e o programa “Os Trapalhões” em 1983. Também dirigiu “Você Decide” e outras produções que marcaram a teledramaturgia brasileira.

A darkened television studio set with empty director's chair in the center, studio lights dimmed overhead, suggesting the end of an era in Brazilian television production.

Sua carreira também se estendeu ao cinema, onde atuou em filmes como “Os Trapalhões na Serra Pelada”, “O Trapalhão na Arca de Noé” e “Bufo & Spallanzani”. No teatro, participou de diversas montagens de textos clássicos da dramaturgia brasileira, consolidando sua reputação como intérprete versátil.

A morte de Gracindo Jr. foi confirmada por seu filho Pedro Gracindo ao G1 e ocorreu por causas naturais. Ele deixa quatro filhos, três dos quais seguiram carreira na televisão, continuando a tradição artística familiar que seu pai Paulo Gracindo iniciou décadas antes.

Fontes

  • G1 — confirmação da morte, data, idade, participação na inauguração da Globo em 1965, direção de Os Trapalhões em 1983, atuação em O Bem-Amado com o pai
  • Revista Veja — confirmação da morte, idade, data, início da carreira aos 15 anos na Rádio Nacional em 1959, atuação com o pai
  • Terra — nome de nascimento (Epaminondas Xavier Gracindo), data de nascimento (21 de maio de 1943), carreira de cinco décadas
  • O Melete — início da carreira na Rádio Nacional aos 15 anos, carreira como ator e diretor, filmografia
  • CNN Brasil — carreira de mais de cinco décadas no teatro, televisão, cinema e rádio
  • Rolling Stone Brasil — confirmação de morte por causas naturais, confirmação pelo filho Pedro Gracindo
  • UOL Splash — presença do filho Leonardo no momento da morte, confirmação da morte

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