Stranger Things: 2ª Temporada Revoluciona ao Deixar o Mundo Invertido!

Compartilhe com seus amigos!

A animação traz novos antagonistas e criaturas, mantendo a identidade dos personagens

Um dos aspectos mais frustrantes ao longo dos oito episódios da segunda temporada de Stranger Things: Histórias de 85 é perceber que a série poderia ter beneficiado de um lançamento mais antecipado. É uma pena que uma animação tão engenhosa, criativa e esteticamente aprazível tenha alcançado um público restrito devido ao seu timing.

No seu segundo ano, que foi ao ar apenas cinco meses após a estreia da série em abril, Histórias de 85 avança somente um mês na narrativa. Após enfrentarem o inverno de janeiro, agora o conhecido grupo de amigos se prepara para o Dia dos Namorados americano, celebrado em 14 de fevereiro.

Recomendações Omelete

O Dia dos Namorados serve como um cenário interessante para esta temporada, propiciando momentos significativos entre Eleven (Brooklyn Davey Norstedt) e Mike (Luca Diaz) – e momentos ainda melhores entre Lucas (Elisha Williams) e Max (Jolie Hoang-Rappaport), cujo relacionamento passa por altos e baixos, mas é repleto de cenas encantadoras à medida que eles se entendem. Além disso, o Dia dos Namorados traz um elemento surpreendente na nova mitologia da série: as flores.

Stranger Things: Histórias de 85 inicia com dois enigmas: campos e mais campos de flores luminosas que começam a aparecer em Hawkins, mas que logo se revelam como grandes drenadoras de energia para aqueles ao redor; e um fantasma. Na escola, as crianças realizam um projeto sobre a história da cidade e descobrem a lenda de Bill Sanguinário, um suposto assassino que trabalhava nas minas.

Originalmente, a série deixa de lado o Mundo Invertido para explorar um aspecto sobrenatural que poderia estar mais próximo de nossa realidade. Aqui, os roteiristas Joshua Pruett (Phineas e Ferb) e Jennifer Muro (Star Trek: Prodigy) acertam ao focar nos medos básicos de crianças e adolescentes ao invés de recorrer novamente a um grande monstro do Mundo Invertido, trazendo uma renovação necessária que a franquia Stranger Things já precisava há tempos.

A presença de um fantasma proporciona tanto momentos divertidos quanto genuinamente assustadores, refletindo o medo entre os personagens ou seu desejo de parecerem mais corajosos perante os amigos.

Mike passa por um desenvolvimento significativo ao enfrentar seus medos e, embora os eventos da animação não sejam canônicos em relação à série original, é difícil não imaginar como eles se encaixam perfeitamente nos personagens que reencontramos na terceira temporada do live-action.

Dustin (Braxton Quinney) lidera as investigações e protagoniza cenas verdadeiramente cômicas na sua aventura, especialmente com a introdução de um novo personagem, o incompreendido Charlie (Benjamin Valic). A dupla oferece momentos divertidos e, o melhor de tudo, sem tentar replicar a dinâmica de Dustin com Steve, já que o personagem mais velho não aparece desta vez.

O maior desafio do roteiro continua sendo o que fazer com Will (Benjamin Plessala). Ele teve bons momentos na primeira temporada e interações interessantes com Nikki (Odessa A’zion), mas no segundo ano, ele parece um pouco perdido entre os eventos, e sua jornada é praticamente esquecida.

Afinal, a segunda temporada de Stranger Things: Histórias de 85 é ainda melhor que a primeira. Com fundamentos mais sólidos, a série aproveita para expandir seu universo fantasioso com animações inovadoras e visuais que realmente brilham na tela, sem perder a essência de Stranger Things e dos personagens que nos cativaram há uma década.

Avaliação do Crítico

Ótimo

Bruna Nobrega

Artigos semelhantes

Avaliar esta publicação
Compartilhe com seus amigos!

Deixe um comentário

Share to...