Lançamento do novo título da série de Andrzej Sapkowski previsto para 30 de setembro
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The Witcher: Encruzilhada dos Corvos, a mais recente adição à série de Andrzej Sapkowski, estará disponível nas livrarias a partir de 30 de setembro, publicado pela Editora WMF Martins Fontes. No entanto, já é possível conferir o primeiro capítulo completo aqui! O Omelete teve o privilégio de acessar em primeira mão as páginas iniciais que introduzem uma nova etapa na saga do Geralt de Rivia.
Leia a sinopse: Em Encruzilhada dos Corvos (Rozdroże Kruków), a narrativa segue Geralt de Rívia aos 18 anos, enfrentando sua primeira missão após sua partida de Kaer Morhen. A trama oferece uma visão do bruxo ainda jovem e inexperiente, lidando com monstros, traições e novas alianças, ao mesmo tempo em que enfrenta as responsabilidades e as consequências de suas escolhas como witcher — uma figura ao mesmo tempo temida e odiada.
“Em Encruzilhada dos Corvos, retorno ao início da trajetória de Geralt — não como o bruxo destemido que todos conhecem, mas como um jovem aprendendo a lidar com o fardo de seu destino. É uma história de formação, de confronto entre o idealismo e a realidade cruel, e de como as escolhas moldam um legado. Estou ansioso para compartilhar esse novo capítulo com fãs ao redor do mundo e acompanhá-los nesta jornada ao lado do jovem Geralt”, compartilha Andrzej Sapkowski sobre sua nova obra.
Vale destacar que a quarta temporada da série The Witcher da Netflix, inspirada nos livros de Sapkowski, será lançada em 30 de outubro na plataforma. Esta temporada marca a estreia de Liam Hemsworth no papel de Geralt de Rivia, substituindo Henry Cavill, que deixou a série para se dedicar a outros projetos.
Confira o primeiro capítulo de Encruzilhada dos Corvos:
Kaedwen situa-se entre as Montanhas dos Dragões ao norte, os Montes Roxos ao leste, e vastas florestas a oeste. No passado, os reinos de Kaedwen eram governados pelos reis da dinastia Topp, com sua primeira capital em Ban Ard. No entanto, no ano de 1130 post Resurrectionem, o rei Dagread cedeu a cidade aos feiticeiros para a instalação de sua escola, transferindo a capital para Ard Carraigh, mais centralizada.
Outros importantes centros urbanos de Kaedwen incluem Ban Fearg, Daevon, Ban Fillim e Ban Gleann.
Desde tempos antigos, o unicórnio tem sido o brasão tanto dos Topp quanto de todo o país: um unicórnio dourado sobre um fundo preto.
As terras fronteiriças de Kaedwen, conhecidas como Marcas, são territórios de livre acesso, administrados por margraves — marqueses de linhagem ou nomeados pelo rei. Estas terras servem como zonas de expansão territorial, constantemente conquistando novas áreas dos elfos e estendendo as fronteiras de Kaedwen.
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Apesar de seu desejo e de razões substanciais, Geralt encontrava-se incapaz de focar no discurso do intendente Bulava. Sua atenção estava completamente voltada para uma gralha empalhada na mesa do oficial. A ave, que parecia incrivelmente viva apesar de estar morta, fixava-o com olhos de vidro maliciosos. Geralt questionava-se se aquilo seria algum tipo de magia, embora seu medalhão de bruxo não indicasse nenhuma perturbação mágica. Talvez fosse uma alucinação ou um delírio causado pelos golpes que havia recebido na cabeça.
– Irei repetir a pergunta – disse o intendente, apesar de já ter mencionado várias vezes que não gostava de repetições. Curiosamente, ele parecia apreciar bastante repetir suas palavras.
– Pergunto novamente: o que realmente aconteceu? Qual era sua rixa com esse desertor que justifica tanta violência? Alguma animosidade antiga? Porque, sinceramente, não acredito que tudo isso tenha sido por causa daquele camponês e da honra de sua filha. Que você tenha agido como um cavaleiro errante.
A gralha continuava a olhar de maneira astuta. Geralt ajustava as mãos amarradas atrás do corpo, tentando restaurar a circulação sanguínea enquanto a corda cortava dolorosamente seus pulsos. Ele podia ouvir a respiração pesada do brutamontes atrás de si, pronto para acertá-lo novamente a qualquer pretexto.
O intendente continuava falando, alargando sua barriga sob o caftã de veludo enquanto Geralt tentava identificar restos das refeições que o oficial havia consumido nos últimos dias.
– Eu pensei – prosseguiu o intendente – que nunca mais veria um de vocês, bruxos. Dizia-se que todos haviam morrido nas montanhas após o ano de 1194, seja de fome ou de peste. E de repente surge um aqui no meu vilarejo, e a primeira coisa que faz é cometer um homicídio. Capturado em flagrante, ainda tem a audácia de invocar leis antigas.
– Segundo o édito real de 1150 – Geralt começou a explicar, após limpar a garganta –, promulgado por Dagread, rei de Kaedwen e das Marcas fronteiriças, é garantido aos bruxos a liberdade de exercer sua profissão nos territórios do reino e das Marcas, isentando-os da jurisdição das autoridades locais…
– Primeiro ponto – interrompeu o intendente bruscamente –: já se passaram quase cinquenta anos desde que Dagread virou pó, e com ele, seus éditos autocráticos. Segundo ponto: nenhum rei vai me tirar nada, porque o rei está em Ard Carraigh, longe daqui, e aqui quem manda sou eu. Terceiro ponto: você foi preso não por exercer sua profissão, mas por assassinato. Caçar lobisomens e matar leshys faz parte do seu trabalho de bruxo. Mas nenhum rei lhe deu o direito de matar pessoas.
– Eu agi em defesa…
– Daryl!
O brutamontes prontamente acertou Geralt com um soco na nuca.
– Sua conversa fiada – o intendente olhou para o teto – é irritante. Você sabe até onde a irritação pode levar mesmo um homem calmo como eu?
A gralha continuava a observar com seus olhos de vidro maliciosos. Geralt permanecia em silêncio.
– Você não é um bruxo – disse finalmente Bulava. – Você é um defeito. Você precisa de conserto. Precisa ser levado de volta ao refúgio nas montanhas sobre o qual todos falam. Não sei o que fazem lá. Talvez um erro como você seja desmontado em partes para serem usadas na fabricação de novos bruxos melhores. É assim que fazem, não é? Os bruxos são feitos de partes de vários humanos costuradas, coladas, ou algo assim. As pessoas falam coisas diferentes. Então, para não ficar falando à toa… Bruxo defeituoso, eu o condeno a voltar para as montanhas, além do Gwenllech. Daqui a uma semana.
Geralt permaneceu em silêncio.
– Você não vai nem perguntar por que daqui a uma semana? – O intendente mostrou os dentes amarelados. – Você gosta de invocar éditos e leis. Eu também gosto da lei. E ela diz que não é permitido aos forasteiros portar armas neste condado. E você entrou aqui com uma arma.
Geralt queria explicar que não tinha entrado, e sim sido arrastado para dentro. Mas não teve chance.
– A pena são vinte chibatadas – anunciou Bulava. – Serão aplicadas pelo nosso Daryl, que tem a mão pesada. Você não vai conseguir ficar de pé antes de uma semana. Levem-no. Amarrem-no no poste do pátio…
– Espere! – Os brutamontes que receberam a ordem do intendente foram interrompidos por um homem que entrou no cômodo vestindo uma capa grosseira e suja. – O que você está fazendo, Bulava, levando o bruxo tão rápido para o poste e para a chibata? Você quer machucá-lo? Chega. Isso não vai acontecer. Preciso dele inteiro e saudável no canteiro de obras.
– E por que – o intendente colocou as mãos na cintura – você está se metendo na execução, Blaufall? Já é suficiente ter que aguentar você sempre levando meus camponeses para o trabalho forçado. Mas não se meta na minha jurisdição. Ela não é da sua conta. O crime deve ser punido…
– Silêncio! Não houve crime aqui – interrompeu Blaufall. – Foi legítima defesa e socorro a pessoas. Não faça essa cara, não faça essa cara, pois tenho aqui uma testemunha. Permita-me, estimado senhor. Vamos! Não tenha medo. Conte-nos o que aconteceu.
Geralt reconheceu o camponês. Era o mesmo que ele havia salvado de um assalto no dia anterior e que se escondeu na floresta ao invés de agradecer. Era o pai da jovem que ele se lembrava de ter visto sem sua roupa.
– Eu testemunho que… – balbuciou o camponês, apontando o dedo para Geralt. – Eu afirmo que o jovem aqui presente veio em meu socorro contra os bandidos… Salvou meus bens… E salvou minha filha da desonra… Protegeu a inocência dela das garras dos bandidos…
– E aquele desertor atacou-o com um machado – sugeriu Blaufall. – O rapaz apenas se defendeu. Legítima defesa. Confirme, caro senhor, que foi assim.
– Foi exatamente assim! O rapaz é inocente! – O camponês estava pálido e falava de forma estranhamente alta. – Senhor intendente, liberte-o, por favor! E, por favor, aceite… Como uma forma de compensação por qualquer inconveniente ou prejuízo… eu gostaria de repará-lo…
Inclinando-se de modo servil, o camponês entregou ao intendente uma pequena bolsa de moedas. Bulava rapidamente a guardou no bolso de suas calças largas com tanta habilidade que a bolsa nem sequer fez barulho.
– Legítima defesa! – zombou o intendente. – Ele cortou um homem ao meio com sua espada, um jovem inocente… Ah, se dependesse apenas de mim…
Eles saíram para o pátio. Os brutamontes empurraram Geralt para fora, sem desamarrar suas mãos.
– E você, Blaufall? – perguntou o intendente. – Por que está tão interessado nesse bruxo que até trouxe uma testemunha? Você precisa tanto dele?
– Então você não sabe? Estamos construindo a estrada, a Grande Estrada, saindo de Ard Carraigh, passando pelas florestas e chegando até Hengfors. É um projeto sério, a Grande Estrada. Por ela passará o comércio entre nossas províncias e o Norte. Dizem que o próprio rei ordenou que nos apressássemos. E há monstros na floresta e nos pântanos. De vez em quando, um trabalhador é morto ou levado por um monstro…
– E desde quando você se importa com trabalhadores? Você sempre dizia que o trabalhador não importa; se um morre, outro o substituirá…
– Que se danem os trabalhadores, a maioria é escrava. Mas às vezes um desses monstros mata um capataz, e isso desorganiza tudo, o ritmo de trabalho cai. O que mais posso dizer? Eu preciso do bruxo. Se eu não cumprir o prazo, dane-se o bônus, mas eles vão enviar um auditor. E o auditor…
– Sempre vai encontrar alguma coisa – concordou Bulava. – Aqui é um exagero na compra de materiais, ali é um excesso de despesas, lá…
– Não mude de assunto – ofendeu-se Blaufall. – Libere o bruxo agora. Vou levá-lo para o canteiro de obras imediatamente… Mas o quê… O que está acontecendo?
– São os desordeiros da guarnição. – O intendente fez sombra para os olhos com a mão. – O exército de Carleton.
Levantando poeira e assustando as galinhas, uma dezena de cavaleiros entrou a galope no pátio. Armados. Roupas coloridas, chamativas, mas um tanto esfarrapadas. Apenas os dois à frente estavam mais bem vestidos: o comandante, um homem de bigode que usava um gibão de couro de alce, um pingente dourado e um chapéu com penas de avestruz; e um elfo de cabelos longos, com uma faixa na testa, vestindo um uniforme verde de batedor.
– Senhor capitão Reisz Carleton – saudou Bulava, aproximando-se deles. – A que devo a honra?
O capitão Reisz Carleton inclinou-se na sela e cuspiu no chão. Em seguida, fez um sinal para o batedor. O elfo cavalgou até o poste com a trave e habilmente jogou uma corda com um laço sobre a viga.
– Então… – Bulava colocou as mãos na cintura e verificou se os brutamontes estavam atrás dele. – Vejo que o senhor capitão veio até meu vilarejo para um enforcamento. Ah, e até mesmo vejo quem será o infeliz hoje. Vejo claramente… aqueles dois acorrentados. Então o senhor capitão capturou os desertores de sua guarnição. Aqueles que se escondiam na minha floresta e atacavam os camponeses e as moças.
– Aqueles – torceu o bigode o capitão – nem penso em enforcar. Os dois serão chicoteados em público, um fustuarium. Para que se lembrem. E é só. Tenho poucos homens para enforcar por qualquer coisa. E para que um vagabundo qualquer os mate impunemente.
O capitão se endireitou na sela e elevou a voz, discursando não apenas para o intendente, mas também para os brutamontes do vilarejo, para Blaufall e seus capangas, e para o pequeno grupo de moradores que já se formava.
– Por que deveria punir meus soldados? Por quê? Por se afastarem sem permissão? Por quererem ter relações com uma moça? Aqui na guarnição é como no fim do mundo, um exílio. É como se fosse uma punição. Você não vai encontrar aqui nem cerveja nem mulher. Não é surpresa que os rapazes queiram sair
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Especialista em mídia digital e televisão, Alba Baptista traz uma expertise detalhada para a categoria “TV” do VCFAZ.TV. Natural de Lisboa, ela explora as últimas tendências em programação televisiva, oferecendo críticas e análises que capturam e informam os entusiastas da TV.