Vale Tudo: Corrida caótica e sem vontade! Odete acertou ao fugir!

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O término do remake foi nesta sexta-feira (17)

[Publicado em 17 de outubro]

Vale Tudo encerrou suas atividades nesta sexta-feira, 17 de outubro, seguindo o padrão clássico das telenovelas, com casamentos e desfechos apressados. Contudo, o que realmente chamava a atenção não era com quem os personagens acabariam, mas a nova roupagem dada ao mistério clássico: Quem assassinou Odete Roitman?

  • Vale Tudo | Odete Roitman sobrevive no último capítulo do remake

Deborah Bloch assumiu um papel mais central na trama do que Taís Araújo ou Bella Campos. Isso pode ter sido uma escolha da escritora ou apenas uma tendência crescente do público de se conectar com figuras mais controversas. A antagonista, eternizada por Beatriz Segall na versão original, despertou mais comentários que qualquer outro aspecto da novela. Esse foi, talvez, um dos únicos aspectos verdadeiramente positivos da trama.

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O desfecho de Vale Tudo realmente não impressionou. De fato, ele manteve a desordem observada ao longo de toda a novela. Alguns personagens desapareceram, enquanto outros, como Afonso (Humberto Carrão) e Solange (Alice Wegmann), que ganharam a simpatia do público e sofreram com inserções comerciais mal planejadas e erros de continuidade, tiveram apenas uma breve cena para marcar presença no final. A icônica cena de fuga de Marco Aurélio (Alexandre Nero) ocorreu no penúltimo capítulo, deixando para o final uma prisão e soltura em questão de segundos e um enfoque superficial na crítica às tornozeleiras eletrônicas.

Maria de Fátima, assim como teve um filho e rapidamente se livrou dele, logo encontrou um novo rico ingênuo, conquistado com uma água, um sanduíche e um beijo à distância. No fim, ela e César (Cauã Reymond) se reencontram no haras do fazendeiro. Raquel (Taís Araújo), infelizmente, teve um casamento de segunda categoria, uma empresa lucrativa para dividir com os funcionários e a satisfação de ver Poliana (Matheus Nachtergaele) em uma entrevista.

Quando chegamos ao clímax que todos aguardavam, Manuela Dias também não apresentou nada que já não fosse esperado. Marco Aurélio, refletindo na cama, recorda seu encontro com Odete Roitman no quarto do hotel. Ela confessa que o primeiro disparo na parede foi feito por Heleninha (Paolla Oliveira, que é solta da prisão e mal fala ao voltar para casa). Ele então se aproveita para pegar a arma que a filha de Odete havia deixado sobre a mesa com um pano, desvia o rosto e atira na vilã. Mas a trama se aprofunda ainda mais.

O tiro não foi letal. Odete consegue ligar para Freitas (Luis Lobianco), que monta um dos planos mais preguiçosos possíveis, resgata a vilã, a leva para uma cabana onde ela é operada e, em seguida, foge de helicóptero. “Odete Roitman sempre retorna”, declara a vilã no encerramento da novela.

Manuela Dias oferece um final sem paixão, apressado e que reflete todas as críticas dos espectadores nas redes sociais: a falta de atenção ao material original. Desde um roteiro que não soube priorizar seus personagens até situações absurdas, que confundem o dramático da novela com o ridículo e a falta de realismo. Um remake que acerta (em certos momentos) ao repetir o original e falha ao tentar criar ou adaptar a trama para os tempos modernos.

Os problemas nos bastidores desde o começo, as críticas dos atores principais durante a produção… um verdadeiro caos que nem Odete Roitman poderia controlar. Talvez por isso ela tenha fugido de helicóptero. Quem sabe ela não retorne para outro remake daqui a 36 anos, dessa vez com um roteiro e direção melhores.

 

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