Ações da Telefônica Brasil sofrem queda significativa apesar do aumento nos lucros
Na última quarta-feira, as ações da Telefônica Brasil, também conhecida como Vivo (VIVT3), registraram uma queda acentuada de 7,29%, fechando o dia a R$ 49,59. Esse declínio ocorreu mesmo após a divulgação dos resultados financeiros do quarto trimestre de 2024, que apresentaram um crescimento de 10,1% no lucro líquido. No entanto, esses resultados não foram suficientes para satisfazer as expectativas do mercado.
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Análise dos Resultados Financeiros
Os resultados financeiros divulgados pela Vivo não foram bem recebidos, provocando reações céticas de importantes instituições financeiras. O JPMorgan, por exemplo, comentou que os resultados foram decepcionantes, especialmente a margem Ebitda recorrente, que alcançou apenas 39,9%, abaixo dos 41,5% esperados. O banco também apontou que o Ebitda ficou aquém das projeções, indicando uma piora no desempenho operacional da empresa.
Um aspecto que chamou a atenção foi a transição da concessão para autorização no segmento de telefonia fixa. A Vivo deu mais detalhes sobre esse processo, que inclui a venda de ativos como linhas de cobre e imóveis. Contudo, há preocupações sobre o fluxo de caixa ainda negativo gerado pelos clientes dessa concessão, aumentando as incertezas sobre os impactos reais dessa mudança.
O JPMorgan manteve uma posição neutra em relação às ações da Vivo, com um preço-alvo de R$ 46, indicando que os novos detalhes sobre a transição não alteram a visão negativa do mercado. O Goldman Sachs também expressou uma opinião mista sobre os resultados, observando que, embora a receita tenha atendido às expectativas, o lucro líquido e o Ebitda ajustado ficaram abaixo do previsto.
O Bradesco BBI expressou preocupação, notando que, apesar de a receita, o Ebitda e o lucro líquido terem superado as estimativas do mercado, os fatores que impulsionaram esses resultados não foram vistos como ideais. A receita móvel, por exemplo, caiu 1% e diminuiu mais rápido do que o esperado, levantando dúvidas sobre a capacidade da Vivo de manter um crescimento sustentável a longo prazo.
Por outro lado, o BTG Pactual viu oportunidades na transição da concessão para autorização, prevendo benefícios como a migração de 1,2 milhão de clientes de linhas de cobre para outras tecnologias, o que poderia reduzir custos e melhorar a qualidade dos serviços. Contudo, o banco alertou que o impacto positivo esperado nos resultados ainda não se materializou conforme o esperado.
Perspectivas Futuras e Recomendações de Investimento
A mudança de concessão para autorização implica compromissos de investimento que podem limitar a capacidade da empresa de gerar caixa nos próximos anos. A Telefônica Brasil estima que o valor presente líquido da transição seja de R$ 4,5 bilhões, mas há analistas que acreditam que esse valor pode ser menor, dependendo das sinergias que a mudança possa gerar.
Além disso, o mercado está preocupado com a desaceleração na receita móvel, e o ARPU (receita média por usuário) do segmento pós-pago ficou abaixo das expectativas, indicando possíveis dificuldades da Vivo para aumentar suas receitas sem comprometer ainda mais a rentabilidade.
Apesar das incertezas, o Bradesco BBI continua recomendando a compra das ações da Telefônica|Vivo, com um preço-alvo de R$ 60, prevendo um retorno total de 20% (12% de valorização e 8% de dividend yield). O Goldman Sachs também manteve sua recomendação de compra, com um preço-alvo de R$ 53,50, enquanto o BTG Pactual estabeleceu um alvo mais otimista de R$ 62.
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Apesar da queda significativa de hoje, os analistas enfatizam que a Vivo ainda representa uma opção defensiva para investidores de longo prazo, especialmente em um mercado volátil. O setor de telecomunicações é conhecido por sua estabilidade e forte geração de caixa, o que pode sustentar a atratividade do papel no futuro. No entanto, a empresa enfrenta desafios no curto prazo e precisa convencer o mercado de que sua estratégia de migração da concessão será benéfica para os acionistas.
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Contribuinte essencial para a seção “Notícias” do VCFAZ.TV, Steffi Graf é especializada em atualidades do setor de entretenimento, incluindo anúncios importantes e eventos da indústria. De São Paulo, ela oferece reportagens detalhadas que permitem aos leitores permanecerem informados e engajados.