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Para manter suas operações, empresas são coagidas a pagar 50% das mensalidades recebidas de clientes a criminosos. Autoridades locais intensificam esforços para deter os envolvidos.
A onda de violência dirigida a provedores de serviço de internet no Ceará vem crescendo, com um grupo criminoso intensificando ataques para extorquir essas empresas. Apenas esta semana, dois incidentes foram reportados em Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, despertando a atenção das autoridades para possíveis ligações entre os casos e o aumento dessas ações violentas.
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Os delinquentes estão exigindo que metade do valor das mensalidades pagas pelos usuários seja entregue a eles como uma espécie de “licença” para que os serviços possam operar em territórios sob seu controle. As empresas que resistem ao pagamento são prontamente atacadas. Desde fevereiro, registrou-se pelo menos oito ataques, incluindo tiros contra estabelecimentos, incêndios em veículos e sabotagens em infraestruturas de rede.
Na noite da última segunda-feira, a fachada da empresa Acnet foi alvo de disparos no bairro Itambé. O ataque ocorreu com o local fechado e, felizmente, não houve feridos. Além dos tiros, cabos de internet foram cortados, deixando vários clientes sem serviço. A Acnet confirmou o incidente e ainda não tem previsão para retomar os atendimentos técnicos.
Na manhã seguinte, um veículo da Brisanet sofreu ataque por pedradas no bairro Capuan, sem informações claras sobre feridos. Este incidente é parte de uma série de ataques sistemáticos contra a operadora, que já teve veículos incendiados e cabos destruídos anteriormente.
Em resposta aos crescentes atos de violência, a Polícia Civil do Ceará lançou, na quarta-feira, a “Operação Strike”, que resultou na detenção de 12 indivíduos ligados ao grupo criminoso. Estes suspeitos estavam diretamente envolvidos nos ataques e ameaças aos provedores. A operação incluiu também 37 mandados de busca e apreensão, com foco em sedes de provedores ilegais que podem ter vínculos com o crime organizado.
O delegado Márcio Gutiérrez destacou que um dos detidos era o principal organizador dos ataques em Caucaia e São Gonçalo do Amarante, enquanto outro operava um provedor clandestino, usado pela facção para consolidar seu controle na região. A investigação também apontou que alguns provedores cederam às pressões do crime organizado, passando a operar sob sua influência.
Os ataques representam perdas financeiras significativas para o setor de internet no estado, ultrapassando R$ 1 milhão em danos materiais, cancelamentos de serviços e gastos com segurança, segundo profissionais da área que optaram por não se identificar.
Em algumas áreas, provedores optaram por suspender suas operações devido à falta de segurança. A A4 Telecom, por exemplo, parou de atender nos bairros Pecém e Sítios Novos após ser alvo de ataques. A Brisanet, por sua vez, tem adotado protocolos de segurança e reavalia a continuidade de suas atividades em locais considerados de risco.
Diante da gravidade dos eventos, o governador Elmano de Freitas (PT) estabeleceu um grupo especial para enfrentar esses ataques, incluindo a Coordenadoria de Inteligência (Coin) e a Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer), além de reforçar o policiamento nas áreas afetadas.
O secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, afirmou que as prisões realizadas são apenas o início de um esforço maior para desmantelar a rede criminosa que atua no setor. “Não vamos dar trégua. Cada incidente está sendo meticulosamente registrado e investigado”, declarou.
Com a ameaça constante e a pressão financeira, a continuidade dos serviços de internet em várias regiões – não apenas no Ceará, mas em outras partes do Brasil – está comprometida. No mês passado, reportamos o caso da suspensão dos serviços da Claro na zona norte do Rio de Janeiro, também devido à influência do crime organizado.
O setor espera ansiosamente por mais ações governamentais que assegurem a proteção dos trabalhadores e a estabilidade do fornecimento de internet no estado.
Cronologia dos ataques
- 22 de fevereiro: Dois veículos da Brisanet são incendiados no bairro Jacarecanga, em Fortaleza.
- 6 de março: Veículo da Brisanet é incendiado no Conjunto Metropolitano, em Caucaia.
- 7 de março: Cabos de uma operadora são destruídos em Caridade, deixando 90% da cidade sem internet.
- 9 de março: Ataque a uma empresa no bairro Sítios Novos, um dia após o governador anunciar medidas contra esses crimes.
- 10 de março: Fachada da Acnet é atingida por tiros e cabos de internet são cortados em Caucaia.
- 11 de março: Veículo da Brisanet é atacado com pedras em Caucaia.
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Contribuinte essencial para a seção “Notícias” do VCFAZ.TV, Steffi Graf é especializada em atualidades do setor de entretenimento, incluindo anúncios importantes e eventos da indústria. De São Paulo, ela oferece reportagens detalhadas que permitem aos leitores permanecerem informados e engajados.