Josh Safdie molda seu cinema frenético em uma escala grandiosa
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Marty Supreme se desenrola ao longo de nove meses, um período que podemos acompanhar através da evolução de uma gravidez que ocorre paralelamente à trama. No filme, vemos Marty Mauser, vivido por Timothée Chalamet, em uma corrida incessante, esquivando-se de catástrofes em sua jornada para se tornar o melhor jogador de tênis de mesa do mundo. A gravidez serve como um marcador de tempo essencial, sem o qual nos perderíamos no turbilhão de eventos que parecem abarcar uma vida inteira.
Agora é evidente qual dos irmãos Safdie prefere abordar o frenesi em suas obras. Josh e Benny começaram suas carreiras compartilhando funções de diretor e editor, colaborando em filmes que rejuvenesceram o cinema independente dos EUA com uma energia reminiscente de John Cassavetes. Após Bom Comportamento (2017) e Joias Brutas (2019), os irmãos seguiram caminhos separados. Benny dirigiu Dwayne Johnson em Coração de Lutador em 2023, enquanto Josh assina sozinho Marty Supreme. Ambos os filmes exploram o heroísmo americano por meio de competições esportivas, mas diferem radicalmente em suas intenções e execuções, com Josh mantendo seu estilo intenso e Benny adotando uma abordagem mais introspectiva.
Para Benny, a narrativa do excepcionalismo americano se sustenta em uma ilusão frágil. Seu filme Coração de Lutador critica a desilusão com o sonho americano, optando por uma abordagem menos espetacular do esporte. Por outro lado, Marty Supreme transforma o pingue-pongue em um clímax vibrante, utilizando efeitos visuais convincentes para intensificar as partidas de Chalamet contra seus adversários, canalizando a energia dispersa do filme em um foco narrativo central.
A essência do individualismo
Se Philip Roth ainda estivesse vivo, talvez visse um reflexo de suas críticas no Marty Supreme. Roth, falecido em 2018, não presenciou os recentes conflitos, mas já criticava, desde os anos 60, a idealização do judeu como “herói cultural”. Em Marty Supreme, Josh Safdie não nega a fabricação do sonho americano, mostrando Marty Mauser construindo sua identidade entre os imigrantes de Nova York, numa busca frenética que eleva o filme a um patamar de registro monumental.
Josh Safdie explora o drama inerente ao individualismo de seu protagonista, que se esquiva das responsabilidades coletivas para se concentrar em sua carreira esportiva. Essa abordagem reflete uma questão de sobrevivência, onde cada personagem se torna uma nação em si mesmo. Neste cenário, Safdie eleva a narrativa a uma escala grandiosa, tratando o movimento constante por Nova York como uma metáfora para a diáspora.
O filme não hesita em abordar estereótipos raciais e a identidade judaica, com Marty desafiando preconceitos e abraçando sua margem como forma de resistência. Ao final, Marty Supreme confronta seu personagem com realidades duras, mas mantém uma visão otimista, sugerindo que o triunfalismo, além de espetacular, serve também como um meio de catarse e revolta.
Em contrapartida, filmes como O Brutalista e Uma Batalha Após a Outra podem oferecer visões diferentes sobre temas semelhantes, mas é em Marty Supreme que Josh Safdie escolhe focar na jornada, na luta constante e na capacidade de superação, mesmo frente a adversidades que poderiam colocar um ponto final na trajetória do protagonista.
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Especialista em mídia digital e televisão, Alba Baptista traz uma expertise detalhada para a categoria “TV” do VCFAZ.TV. Natural de Lisboa, ela explora as últimas tendências em programação televisiva, oferecendo críticas e análises que capturam e informam os entusiastas da TV.