Super Mario Galaxy: O Filme – Um Espetáculo Visual Cheio de Conforto!

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Com riscos bem medidos, novo filme traz a verdadeira essência de Mario

Comemorando quatro décadas como a figura mais icônica dos videogames, Mario praticamente já não tem mais o que provar no seu mundo original — ele é um verdadeiro ícone. No entanto, no cinema, anos de projetos questionáveis criaram uma barreira de desconfiança que parecia difícil de derrubar. Recentemente, esse cenário começou a mudar: as adaptações cinematográficas de jogos começaram a entender como cativar os fãs, fazendo com que filmes como Super Mario Galaxy: O Filme se apresentem de maneira confiante nas telas grandes.

O filme Super Mario Bros., que inaugurou essa nova fase, ajudou a estabelecer uma base sólida para Galaxy, que agora pode se dar ao luxo de dispensar longas introduções e focar diretamente no que realmente quer explorar. Os primeiros minutos já entregam uma sequência de ação espetacular, preparando o espectador para se acomodar e aproveitar o espetáculo.

Logo de início, somos introduzidos ao único contexto necessário para a trama: Rosalina, uma princesa com poderes imensos, é capturada por Bowser Jr., o filho do antagonista do primeiro filme, que busca libertar seu pai e se vingar de Mario e seus amigos. Um pedido de ajuda é enviado aos heróis, e a missão de resgate começa.

A Illumination, estúdio responsável pela animação, explora com destreza o conceito de Galaxy, um dos títulos mais inovadores do encanador. Sem se intimidar com as inúmeras possibilidades oferecidas pela franquia, o estúdio proporciona cenas visualmente estonteantes, repletas de referências — afinal, não é isso que esperamos ao assistir a um filme desses?

Embora a motivação por trás da aventura possa parecer perdida em um ritmo às vezes irregular, que inclui pausas quase forçadas para estender a trama, quando Super Mario Galaxy acerta, ele realmente impressiona. Um grande destaque é a introdução de Fox, cuja entrada é tão marcante que quase compensa a precipitação na revelação de seu pôster.

A trilha sonora também merece atenção especial. Diferentemente do primeiro filme, que pecou ao tentar modernizar Mario com faixas licenciadas, este segundo opta por composições originais e novos arranjos das músicas clássicas dos jogos.

Na versão dublada para o Brasil, a direção soube evitar armadilhas comuns de memes e piadas de internet, que frequentemente aparecem em animações. Esses detalhes, que só são possíveis graças à confiança ganha por adaptações anteriores, resultam em um filme que definitivamente se sente mais ‘Mario’ do que o anterior.

Com vistas para o futuro e as inevitáveis sequências, há uma esperança de que o potencial dos personagens já estabelecidos seja mais explorado, e talvez o universo não seja expandido tão rapidamente. Rosalina, por exemplo, tem uma história rica que foi apenas superficialmente abordada no filme, e seria interessante ver mais desse desenvolvimento — assim como aconteceu em Sonic 2 com Sonic e Tails.

Por ora, Super Mario Galaxy: O Filme navega com segurança em suas audácias. Ele assume riscos calculados, que são suficientes para superar Super Mario Bros. e, quem sabe, abrir caminho para desafios ainda maiores nos próximos anos.

Avaliação do Crítico

Excelente

Breno Deolindo

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