Descubra “The Beauty”: Uma Mistura Envolvente de “A Substância” e “American Horror Story”!

Compartilhe com seus amigos!

Nova produção de Ryan Murphy encerra com controvérsia, mas deixa boa impressão

Ryan Murphy transporta seu distinto estilo para o universo da beleza e da moda em The Beauty. Na série disponível no Disney Plus, com astros como Evan Peters, Rebecca Hall e Ashton Kutcher, ele mantém a estética, o humor, o som e os personagens exagerados que tanto aprecia, ao mesmo tempo que critica a obsessão contemporânea pela aparência. Neste cenário, ele explora o horror corporal e mistura elementos de A Substância com American Horror Story, resultando em uma narrativa intrigante e divertida.

A história central segue um magnata (Kutcher) que desenvolve um medicamento capaz de tornar as pessoas em suas “melhores versões”: livres de doenças, problemas ou imperfeições. Contudo, após alguns dias, o remédio provoca deformidades e mortes, e pode ser transmitido sexualmente, tornando-se o epicentro de uma epidemia que é investigada pelos detetives Drew Foster e Kara Vaughn, interpretados por Peters e Hall.

Recomendações Omelete

Além do enredo principal, a série explora vários estereótipos moldados pela pressão social de “ser bonito”. O roteiro, baseado na HQ de Jeremy Haun e Jason A. Hurley, começa com pessoas obesas e vai até deficiências e cidadãos saudáveis que cedem às exigências desmedidas do sistema. Apesar de ser um tema recorrente, ganha uma nova camada com a abordagem ridícula e kitsch adotada. As cenas de sexo são desprovidas de sensualidade, os ricos são retratados como figuras patéticas, e tudo é levado ao extremo.

O elenco, que inclui colaboradores frequentes de Murphy como Peters, se destaca, especialmente Ashton Kutcher no papel de Byron Forst, o excêntrico inventor do remédio. Kutcher mescla traços dos personagens cômicos que já interpretou, encarnando um homem que busca compensar suas inseguranças através do poder que detém. Na série, ninguém, nem mesmo o policial mais íntegro, a mãe mais dedicada ou a criança mais inocente, está livre de sucumbir.

Apesar de uma repetição excessiva de transformações e explicações na reta final, The Beauty conclui com um saldo geral positivo pela proposta que traz. O desfecho, que flerta com a covardia, prepara o palco para uma potencial segunda temporada ainda mais extravagante, ao mesmo tempo que reforça que, com seus altos e baixos, Ryan Murphy continua sendo um artista digno de reconhecimento.

Artigos semelhantes

Avaliar esta publicação
Compartilhe com seus amigos!

Deixe um comentário

Share to...