O terceiro ato falha, mas a estrela brasileira segura a atenção até o final
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Como sugerido em seu título, Maré Alta mantém uma conexão profunda com o mar, elemento que surge logo nas primeiras cenas do filme de Marco Calvani. A água é uma constante ao longo dos cerca de 100 minutos de filme. O personagem central, o imigrante brasileiro Lourenço (Marco Pigossi), passa muitas tardes nas praias de Provincetown, uma cidade em Massachusetts (EUA), que se tornou um refúgio para a comunidade gay durante a crise do HIV nos anos 1980. É nesse cenário que ele encontra Maurice (James Bland), com quem começa um romance que o faz repensar sua vida diária. Nos momentos mais intensos, Lourenço busca a praia como um lugar para encontrar estabilidade ou entender que o mundo é maior do que sua simples existência.
O roteiro de Maré Alta explora o mar para adicionar sabor e textura à história. Como as ondas suaves que lambem a areia de Provincetown, o texto de Calvani desenvolve um ritmo que flui naturalmente – assim como Lourenço vai e volta da praia diariamente, os personagens secundários entram e saem da trama de forma quase rítmica. Entre idas e vindas, o protagonista busca entender seu lugar e sua própria história, questionando quando poderá contá-la independentemente das histórias alheias. “Parece que minha vida está acontecendo em algum lugar lá fora, sem mim”, ele reflete em alguns momentos.
Maré Alta retrata essa busca de Lourenço com uma sensibilidade notável. Calvani mostra uma maturidade obstinada na construção do universo do filme, generosidade com seus personagens e uma dedicação à observação. Este é um filme que valoriza o silêncio, o respiro, onde os traumas são processados na solidão e na cura encontrada em novas relações. A cinematografia de Oscar Ignacio Jiménez (A Morte de Dois Amantes) complementa essa abordagem, capturando imagens significativas de corpos e expressões tanto em espaços confinados quanto sob a luz suave de um entardecer. A proposta de realismo captura o espectador pelo ritmo envolvente da narrativa que busca um porto seguro.
A magia do filme, no entanto, começa a se dissipar no terceiro ato. Talvez por insegurança, visto que é seu primeiro longa-metragem, Calvani guia Lourenço para conflitos que parecem forçados e que não combinam com o resto do filme em termos de tom e execução. Maré Alta não cai no melodrama, mas opta por fazer observações sociais muito oportunas e força desencontros emocionais que não condizem com o que foi estabelecido sobre os personagens. Isso introduz um maniqueísmo que se mostra como o aspecto mais desfavorável do filme.
Felizmente, mesmo com esses tropeços, Marco Pigossi não nos deixa desviar o olhar. Quando Maré Alta foi lançado internacionalmente, a atuação do ator brasileiro foi descrita como “vívida” e “impressionante”, descrições que apenas tocam na superfície do que ele realmente oferece. Pigossi vive Lourenço com uma autenticidade palpável, utilizando os momentos de pausa que o roteiro oferece e a câmera apaixonada (afinal, ele e o diretor são casados) para criar um personagem que oscila entre a tensão e a espontaneidade, cuja presença, embora instável, também promove uma abertura para diálogo e conexão que desarma todos ao seu redor.
Com um sorriso fácil e um olhar que esconde uma inquietude profunda, ele navega com habilidade as mudanças de tom do filme. O que Pigossi faz por Maré Alta é sustentar uma dinâmica sem a qual as transições do filme seriam muito mais problemáticas. Com ele, isso se torna apenas mais uma onda quebrando na praia, sob o olhar atento de um protagonista que mantém nossa empatia do início ao fim.
*Maré Alta estreia nos cinemas brasileiros em 20 de março.
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Especialista em mídia digital e televisão, Alba Baptista traz uma expertise detalhada para a categoria “TV” do VCFAZ.TV. Natural de Lisboa, ela explora as últimas tendências em programação televisiva, oferecendo críticas e análises que capturam e informam os entusiastas da TV.